Mais de 6 toneladas de fios e cabos inservíveis já foram recolhidos das ruas do Centro de São Leopoldo, em 10 etapas realizadas pela Operação Postes Risco Zero.
A ação é fruto de uma parceria entre prefeitura – por meio da Secretaria de Mobilidade e Serviços Urbanos (Semurb) e Defesa Civil –, RGE e operadoras de telefonia e internet, e visa solucionar o problema de fios soltos em postes. Desde abril, a operação vem ocorrendo quinzenalmente, sendo executada uma rua por vez conforme cronograma pré-definido.
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Antes disso, porém, uma primeira ação já havia sido feita, na Avenida Dom João Becker, em 22 de março, a fim de garantir a segurança da população durante o desfile das escolas de samba do carnaval leopoldense.

Foto: Cladis Magnani/Divulgação
As etapas
Após, a programação de 15 em 15 dias começou em 10 de abril, na Rua Lindolfo Collor; seguiu no dia 24 de abril, na Rua Brasil; no dia 8 de maio, pela Rua Conceição; dia 22 de maio, pela Rua São Caetano; nos dias 6 e 24 de junho, pela São Joaquim; nos dias 3 e 22 de julho, pela Rua João Neves da Fontoura; e mais recente, na Rua Marquês do Herval, na última quinta-feira (31). No total, foram 6.050 quilos de materiais recolhidos nas ações.
Seis empresas participaram da etapa na quinta: Sebratel, Defferrrari, PontoCom, New Life, Vivo e Claro.
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“Número poderia seria maior”
Conforme a titular da Semurb, Cladis Magnani, a Cacau, as edições estão sendo contabilizadas por ação e não por rua onde acontecem, visto que, dependendo da quantidade de fios inservíveis e das dificuldades estruturais de cada via, por vezes é necessário mais de um dia para concluí-la – caso das ruas São Joaquim e João Neves da Fontoura e, agora, da Marquês do Herval.
Apesar de reconhecer que o total recolhido até o momento é bastante, Cacau também pondera que a quantidade poderia ser maior. “Como a gente tem pouca adesão das empresas de telefonia, esse número poderia ser maior se tivesse mais equipes trabalhando”, afirmou.
“Porque as empresas participantes não podem cortar os cabos de outras empresas, somente delas mesmas, ficando bastante fios que a gente sabe que não estão mais sendo usados, que são antigos. Esses fios acabam ficando nos postes, e geralmente são os fios mais grossos, que acabam pesando estando ali”, explicou, lembrando que não há uma legislação que possibilite o corte dos fios inservíveis por outras empresas, que não as responsáveis pelos materiais.
“Temos a necessidade que tivessem mais operadoras. A minha expectativa é que daqui a pouco a gente consiga sensibilizar mais empresas a participar da operação.”
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Cronograma definido até dezembro
Segundo a secretária, Semurb, RGE e empresas já tem um cronograma de ruas e avenidas por onde a operação deve passar até o mês de dezembro. Porém, nas ruas maiores o trabalho pode levar mais tempo. “A Primeiro de Março, por exemplo, também é uma rua grande e deve levar mais de um dia pra fazermos”, observou Cacau.
Entre as ruas do Centro, José Bonifácio e São Paulo estão no planejamento dos próximos meses. A primeira via fora da área central a receber as equipes será a Avenida Integração. Não há porém, uma data certa para que isso ocorra, conforme Cacau, porque as ações dependem das condições climáticas e do tempo necessário para terminar cada rua.
“Por isso também que, quanto maior o número de empresas participando, mais ágil será o serviço”, reforçou, sobre a importância de mais operadoras participarem.
Material tem destinação correta
De acordo com a Semurb, os materiais recolhidos são levados para o aterro, onde uma empresa faz a triagem e seleciona aqueles que são passíveis de reciclagem, para, então, serem enviados à destinação correta.