abc+

PROGRAMAÇÃO QUINZENAL

Mais de 6 toneladas de fios inservíveis já foram recolhidas do Centro de São Leopoldo

No total, dez etapas da Operação Postes Risco Zero já foram realizadas; cronograma de ações está definido até o fim do ano

Priscila Carvalho
Publicado em: 04/08/2025 às 11h:45 Última atualização: 04/08/2025 às 12h:19
Publicidade

Mais de 6 toneladas de fios e cabos inservíveis já foram recolhidos das ruas do Centro de São Leopoldo, em 10 etapas realizadas pela Operação Postes Risco Zero.

Publicidade

A ação é fruto de uma parceria entre prefeitura – por meio da Secretaria de Mobilidade e Serviços Urbanos (Semurb) e Defesa Civil –, RGE e operadoras de telefonia e internet, e visa solucionar o problema de fios soltos em postes. Desde abril, a operação vem ocorrendo quinzenalmente, sendo executada uma rua por vez conforme cronograma pré-definido.

FAÇA PARTE DA COMUNIDADE DO JORNAL VS NO WHATSAPP

Antes disso, porém, uma primeira ação já havia sido feita, na Avenida Dom João Becker, em 22 de março, a fim de garantir a segurança da população durante o desfile das escolas de samba do carnaval leopoldense.

Última etapa da operação ocorreu na Rua Marquês do Herval, na quinta-feira (31)



Última etapa da operação ocorreu na Rua Marquês do Herval, na quinta-feira (31)

Foto: Cladis Magnani/Divulgação

As etapas

Após, a programação de 15 em 15 dias começou em 10 de abril, na Rua Lindolfo Collor; seguiu no dia 24 de abril, na Rua Brasil; no dia 8 de maio, pela Rua Conceição; dia 22 de maio, pela Rua São Caetano; nos dias 6 e 24 de junho, pela São Joaquim; nos dias 3 e 22 de julho, pela Rua João Neves da Fontoura; e mais recente, na Rua Marquês do Herval, na última quinta-feira (31). No total, foram 6.050 quilos de materiais recolhidos nas ações.

Publicidade

Seis empresas participaram da etapa na quinta: Sebratel, Defferrrari, PontoCom, New Life, Vivo e Claro.

LEIA TAMBÉM: Mãe joga bebê de prédio no RS; Polícia diz que mulher não aceitava separação

“Número poderia seria maior”

Conforme a titular da Semurb, Cladis Magnani, a Cacau, as edições estão sendo contabilizadas por ação e não por rua onde acontecem, visto que, dependendo da quantidade de fios inservíveis e das dificuldades estruturais de cada via, por vezes é necessário mais de um dia para concluí-la – caso das ruas São Joaquim e João Neves da Fontoura e, agora, da Marquês do Herval.

Publicidade

Apesar de reconhecer que o total recolhido até o momento é bastante, Cacau também pondera que a quantidade poderia ser maior. “Como a gente tem pouca adesão das empresas de telefonia, esse número poderia ser maior se tivesse mais equipes trabalhando”, afirmou.

“Porque as empresas participantes não podem cortar os cabos de outras empresas, somente delas mesmas, ficando bastante fios que a gente sabe que não estão mais sendo usados, que são antigos. Esses fios acabam ficando nos postes, e geralmente são os fios mais grossos, que acabam pesando estando ali”, explicou, lembrando que não há uma legislação que possibilite o corte dos fios inservíveis por outras empresas, que não as responsáveis pelos materiais.

Publicidade

“Temos a necessidade que tivessem mais operadoras. A minha expectativa é que daqui a pouco a gente consiga sensibilizar mais empresas a participar da operação.”

VEJA AINDA: Artesãs e confeiteiras comemoram movimento nas casinhas da Rua Independência

Cronograma definido até dezembro

Segundo a secretária, Semurb, RGE e empresas já tem um cronograma de ruas e avenidas por onde a operação deve passar até o mês de dezembro. Porém, nas ruas maiores o trabalho pode levar mais tempo. “A Primeiro de Março, por exemplo, também é uma rua grande e deve levar mais de um dia pra fazermos”, observou Cacau.

Publicidade

Entre as ruas do Centro, José Bonifácio e São Paulo estão no planejamento dos próximos meses. A primeira via fora da área central a receber as equipes será a Avenida Integração. Não há porém, uma data certa para que isso ocorra, conforme Cacau, porque as ações dependem das condições climáticas e do tempo necessário para terminar cada rua.

“Por isso também que, quanto maior o número de empresas participando, mais ágil será o serviço”, reforçou, sobre a importância de mais operadoras participarem.

Publicidade

Material tem destinação correta

De acordo com a Semurb, os materiais recolhidos são levados para o aterro, onde uma empresa faz a triagem e seleciona aqueles que são passíveis de reciclagem, para, então, serem enviados à destinação correta.

 

Publicidade