O mastologista leopoldense José Luiz Pedrini, 77 anos, participou recentemente como palestrante convidado do 23.º Congresso Mundial de Câncer de Mama e Cuidados Médicos com a Mama – 23rd Sis World Congress on Great Cancer and HealthCare, realizado na cidade Taijin, na China. No evento foi proposta uma parceria de pesquisa Brasil-China. “A parceria foi firmada, principalmente por serem DNAs diferentes. Isso é fundamental em pesquisa”, disse Pedrini.

Foto: Arquivo Pessoal
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Conforme Pedrini, o congresso contou com mais de mil participantes, a grande maioria chineses, e o ajudou a compreender mais a medicina chinesa e os constantes avanços em especial na pesquisa clínica em câncer de mama. “Minha apresentação foi sobre a situação da América Latina em pesquisa clínica de câncer de mama.”
Para o mastologista, o principal destaque no congresso foi saber que atualmente, na China, 50% das pesquisas e 40% do dinheiro estão envolvidos na descoberta de novos tratamentos no mundo. “Isso significa desenvolvimento e capacidade de trabalho. Estão crescendo absurdamente.”
Projetando o futuro
Pedrini considera a China como um país capitalista agressivo, pois em todas as áreas estão atuando com agressividade e se projetando para os anos seguintes. “Um exemplo é o incentivo a natalidade na China, onde o governo paga muito bem a quem tem três filhos e carrega nos impostos a quem não tem. Por que? Daqui a 20 anos serão pouco mais de 700 milhões de habitantes. E velhos. No Brasil, absurdamente queremos reduzir a natalidade.”
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Avanços no tratamento
Entre os avanços no tratamento do câncer de mama, o médico destaca que nos últimos anos cresceu o desenvolvimento de droga baseado em anticorpos e vacina, o que é o caminho para a a cura química da doença. “Se a cirurgia não cura, as drogas não o fazem. Ao menos até hoje. Com as vacinas e os anticorpos associados a químicos, poderemos chegar perto da cura em alguns casos.”
O mastologista apontou que na China muito se fala na inteligência artificial e medicina de precisão. “Estão muitos anos na frente e, agora o CART T-cell onde são produzido anticorpos anti tumor daquela pessoa.”
Pedrini explicou que o câncer pode ser definido como um ser vivo que, além de camuflado tem a capacidade de ir se modificando e se tornando resistente as drogas. “Os tratamentos são tipo agredir e matar as células cancerígenas, mas quando o tumor faz a mutação ele se torna refratário ao tratamento. Temos que desenvolver drogas inteligentes que vão se adaptando as modificações do DNA tumoral em mutação.”
Citações na literatura mundial
O mastologista Pedrini, PhD em medicina, é principal investigador em protocolos de pesquisa clínica em câncer de mama desde 1998 com 10.760 referencias na literatura mundial. O convite para participar do congresso se deu devido ao seu histórico, bibliografia e por ser uma autoridade no assunto. “Estamos entre os 10 principais centros em pesquisa clínica no mundo. Mais de 60 artigos publicados nas revistas com maior impacto de credibilidade no mundo, por exemplo, o New England Journal of Medicine, Nature, Iancet, JCO e outros tantos.”