Uma luta que já se estende há mais de um mês. Devido a uma bactéria que se alojou em seu joelho, o menino Yan Murilo, de 13 anos, já passou por três cirurgias ao longo do tratamento que se estende desde o dia 1º de julho.
Para auxiliar nos custos com o deslocamento e do tratamento, o técnico eletrotécnico Vanderlei Martins, de 41 anos, pai de Yan, conta que criou uma vaquinha on-line. A família, que tem quatro filhos, é moradora do bairro Scharlau, em São Leopoldo.

Foto: Acervo pessoal
“Ele pegou uma bactéria que acabou se alojando no joelho dele e passou para a corrente sanguínea, espalhando-se pelo corpo. Ele já passou por três cirurgias no joelho para limpar a infecção causada pela bactéria. Na última, teve queda de pressão, comprometimento da saturação e teve que receber duas bolsas de sangue”, informa o pai, em material divulgado pelas redes sociais.
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Embora o tratamento seja realizado pelo SUS, a família precisa de apoio com transporte, alimentação e medicamentos. Até esta quarta-feira (13), a arrecadação criada no site Vakinha (clique aqui) conta com três apoiadores.
Devido às dificuldades, a família, que mudou-se do Paraná há quatro meses em razão do trabalho de Martins, conta também com o apoio da vizinha Beatriz Saiberth, de 55 anos, que trabalha como vendedora e já chegou a virar noites acompanhando o menino. “A Bia sempre nos ajuda muito. Comprei a casa do filho dela, conheci ela assim”, relata o pai à reportagem.
“Desde o começo estou acompanhando, indo para o hospital, passando a noite… a mãe e o pai enfrentam dificuldades porque ela está amamentando”, relata Beatriz.
Mais de um mês de transtornos
Beatriz, que tem auxiliado Vanderlei e sua esposa durante o tratamento, descreve a situação de Yan Murilo no lugar do pai, que tem dedicado a maior parte de seu tempo aos cuidados com o filho. Yan passa por hospitalizações desde o dia 1º de junho. No dia 4 do mesmo mês, foi descoberta a bactéria Staphylococus.
“Primeiro parecia ser uma anemia, e o menino estava com uma unha encravada na mão, então a gente achou que a bactéria poderia ter entrado por lá”, relata. “Na primeira internação ele ficou mais de 18 dias e, na última quinta-feira (7), ele foi para o Hospital de Clínicas, em Porto Alegre, porque a bactéria de alojou no fígado”, continuou.