Empreendedor e nome conhecido por abraçar causas comunitárias em São Leopoldo (como a concessão do Sino da Vitória ao Hospital Centenário, tocado pelos pacientes recuperados durante a dramática pandemia da Covid-19), faleceu na noite desta terça-feira, 3 de março, Édio Zang, 91 anos, um dos fundadores da empresa de ônibus Viação Leopoldense (criada no final da década de 1960) e também empresário no ramo gastronômico.

Foto: Arquivo pessoal
Morando há anos em São Leopoldo, Zang era natural de Nova Petrópolis, onde será o sepultamento na tarde desta quarta-feira (4). O velório ocorreu de forma mais reservada em São Leopoldo das 10 às 13 horas, desta quarta. Já as despedidas finais serão na Capela Evangélica IECLB do Centro de Nova Petrópolis. O sepultamento deve ocorrer às 17 horas no Cemitério Evangélico do bairro Piá, em Nova Petrópolis.
Deixa enlutados os filhos Marco Aurélio Zang e família e Manuela Zang e família, e os netos Murilo Garske Zang, Pedro Garske Zang, Fernanda Zang Bergmann, Eduarda Zang Bergmann e demais familiares.
A Viação Leopoldense
Em registros históricos, consta que Édio Zang e Jorge Jacob Schaeffer, amigos e sócios em um caminhão de transportes, decidiram adquirir em 1968 a Viação Campina, também contando com a sociedade do também amigo Selvino Bühler. Assim surgia em agosto de 1968 a Viação Leopoldense. Do começo em meio às dificuldades das rotas, manutenção de veículos e condições para o transporte público, a empresa se tornou pioneira e uma das mais tradicionais da cidade e região. O avanço e sucesso do negócio marcou a permanência de Zang (que tinha restaurante em Nova Petrópolis) em São Leopoldo até sua morte.
O Sino da Vitória

Foto: Alessandra Fedeski/ Centenário
Entre as ações comunitárias, uma das que marcou a história de Zang foi o Sino da Vitória. O sino que marcou a pandemia da Covid em São Leopoldo foi doado temporariamente por Zang ao Hospital Centenário para marcar o momento da vitória dos pacientes que enfrentaram a temida doença que vitimou várias pessoas. O Sino da Vitória era tocado pelo paciente quando recebia alta da ala da Covid. Ficou de abril de 2020 a junho de 2022 (quando foi desativada a Área Covid-19 do Centenário) no hospital, sendo devolvido a Zang. Na época, a presidente da Fundação Centenário, Lilian Silva, destacou: “Agradecemos ao senhor Édio Zang pelo carinho e gentileza ao nos emprestar o sino que foi um símbolo de superação durante os piores momentos da pandemia de Covid-19”.