Equilíbrio, coordenação, diversão e adrenalina em grandes doses estão disponíveis sem restrições na nova pista de bicicross do Parque do Trabalhador, no bairro Vicentina, em São Leopoldo.
A área ainda deve ser oficialmente inaugurada, mas, como já está pronta para receber praticantes, já sedia aulas gratuitas da modalidade, oferecidas para quem quiser participar, sem limite de idade. As atividades acontecem nas segundas e quartas-feiras, às 10h e às 14h, com turmas de cerca de dez participantes, e não é preciso se inscrever previamente para participar, basta comparecer em um dos horários.
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Voltadas para iniciantes, as aulas são ministradas pelo diretor do parque, Fernando Gomes Silveira, o Fernandinho, e podem ser frequentadas por crianças a partir dos 5 anos (desde que já saibam pedalar sem rodinhas), jovens e adultos. Cada encontro tem duração de, aproximadamente, uma hora e ocorre diretamente na pista de bicicross do parque.
“Começamos em 1º de outubro. A gente tem materiais e podemos ajudar também com bicicletas. Se o interessado tiver a bicicleta, é melhor ainda, e, inclusive, capacete, que é nosso principal equipamento de segurança”, ponderou o diretor. “No começo, pode ser qualquer bike, depois, a gente vai instruindo corretamente. Mas o mais importante é eles chegarem até aqui, conhecerem o bicicross para, aí sim, a gente começar a desenvolver”, destacou.
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Benefícios
Segundo Fernandinho, a prática do bicicross é uma alternativa divertida e educativa a esportes mais comuns, como futebol e vôlei. “A modalidade trabalha coordenação motora, agilidade, lateralidade e equilíbrio – e a bicicleta é 100% equilíbrio. É algo que desenvolvemos desde a infância, porque é primordial”, colocou.
“O ponto principal é formar cidadãos, e também, através do esporte, mostrar que a gente tem um mundo que eles não conhecem, através da cultura, dos estudos, das amizades, coisas que o esporte proporciona”, completou.
Para participar, o ideal é que os alunos usem tênis, calça e camiseta de manga comprida.
“É um esporte muito diferente”
Morador do bairro Santos Dumont, o estudante Carlos Eduardo Bohn, 13 anos, participa desde a primeira aula do projeto. “É muito massa fazer isso aqui. É um esporte muito diferente de todos”, opinou, comentando sobre o que já desenvolveu durante as aulas. “Aprendi a fazer as curvas, como que se posiciona no pedal. Já consigo fazer a volta completa em toda a pista. O professor também ensina equilíbrio, andar devagar, pegar embalo, quando é preciso andar mais rápido e quando é preciso frear também”.
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Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial
Incentivo da família
Ester Steyer, de 8 anos, começou a frequentar as aulas com Fernandinho na tarde desta segunda-feira (20). Ela conta que já vinha andar na pista há algum tempo, mas se interessou em participar do projeto depois de ver um vídeo nas redes sociais.
“Meu tio é ciclista, estava olhando o Instagram e me mostrou um vídeo deles andando e falando que tinha aulas aqui, e eu quis participar”, disse, já aprendendo seus primeiros movimentos com a bike, sendo observada pelo avô, José Luís Steyer, 64 anos, que acompanhou a menina. “De vez em quando eu e o pai dela andamos com ela aqui. Isso é muito bom para as crianças”, opinou, enquanto filmava, orgulhoso, Ester na pista. “Quando ela disse que queria vir na aula, larguei tudo e vim trazê-la”, acrescentou.