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PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE

O pedido por conscientização ambiental que vem de estudantes leopoldenses

Alunos da Emef Mário Fonseca fazem mobilização contra descarte irregular de lixo no bairro Arroio da Manteiga

Priscila Carvalho
Publicado em: 02/12/2025 às 11h:03 Última atualização: 02/12/2025 às 11h:03
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Da quadra de esportes da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Mário Fonseca, do bairro Arroio da Manteiga, em São Leopoldo, é possível ver a fumaça de resíduos sendo queimados mais uma vez na região. A ação frequente no local e a observação dos estudantes de que há muitos pontos com descarte irregular de lixo na cidade, motivou uma mobilização para alertar a comunidade sobre esses atos.

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Com cartazes produzidos por eles mesmos e câmeras fotográficas em mãos, alunos das turmas da oficina de Fotografia do projeto Mais Educa da escola saíram às ruas para conscientizar a população, na última quinta-feira (27), em dois períodos, pela manhã e à tarde.

Alunos da Escola Mário Fonseca fizeram protesto visual contra o descarte irregular de lixo



Alunos da Escola Mário Fonseca fizeram protesto visual contra o descarte irregular de lixo

Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial

Lixo espalhado

Coordenadora do Mais Educa na instituição – que tem pouco mais de 230 alunos até o 5º do Ensino Fundamental –, Cassiane de Souza destacou que, na oficina, as crianças vêm trabalhando o quê e onde vão fotografar na comunidade. “Então, eles perceberam o quanto a comunidade está suja. Por exemplo, foram fazer fotografias numa praça e verificaram que ela estava com muito lixo”.

O professor da oficina, Tiago Greff, explica que, entre as aulas ministradas, estão saídas de campo pelo bairro, onde os estudantes fazem retratos da realidade do entorno. “A gente acabou se deparando com uma situação que atinge diretamente eles – principalmente na questão do meio ambiente –, que é o lixo espalhado. Eles querem fazer fotos de um lugar bonito, um canteiro bonito, uma cena bonita e não pode. Acaba prejudicando o trabalho deles e os deixando chateados com isso”, contou o professor, que frequenta o bairro desde 2002 e já participou de outras ações que visam o cuidado com o meio ambiente no local.

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“Eles querem mostrar que isso é feio”

O professor destaca que, a partir disso, as turmas resolveram fazer um protesto visual pacífico contra o descarte irregular, em um ponto conhecido por ser desova de lixo a céu aberto no bairro. “Eles querem mostrar pra todo mundo que isso é feio”, afirmou. Na quinta-feira, dia do protesto, coincidentemente, fogo havia sido ateado nos resíduos, levantando uma fumaça que se espalhou pelo bairro e pôde ser visto da escola.

O local fica no limite entre os loteamentos Jardim Vila Verde e Tancredo Neves. Greff ressaltou que antigamente o ponto era conhecido como Beco da Fumaça, justamente por lixos serem queimados ali costumeiramente. “Todo dia eu vejo eles passando por ali e vêm falando que está cheio de lixo. A prefeitura retira, mas sempre tem”, lamentou.

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“Quando fazemos as saídas no entorno da escola, eles mesmo saem pegando o lixo na rua, porque eles falam se é pra ficar bonita a foto, tem que estar bonito o lugar também”, salientou o professor.

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Alunas da oficina de Fotografia registraram imagens do protesto visual



Alunas da oficina de Fotografia registraram imagens do protesto visual

Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial

Alunos reforçam importância da mobilização

A aluna do 5º ano, Dâmaris Rebeca Neves Maciel, 10 anos, foi enfática em descrever o que estava fazendo no local. “Protestando pelo lixo na rua!”. Ela conta que costuma ver resíduos pelo chão muitas vezes no bairro. “Passamos por lixo na rua com muita frequência”.

O colega Charles Camargo de Moraes, 10 anos, ressaltou que a conscientização é importante porque o lixo polui o mundo. “E a fumaça prejudica o ar, porque a gente não consegue respirar, e as árvores, que podem queimar”.

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Estudante do 5º ano, Érica Kauana Silveira dos Santos, 12, foi uma das fotógrafas da ação. “A gente quer mostrar pro Brasil que temos que limpar a natureza, porque se não ela vai virar só lixo”.

Laura Pedroso Rodrigues, 9 anos, do 3º ano, lembrou ainda que, além dos seres humanos, a fumaça prejudica os animais. “Eles botaram fogo no lixo, mas os cachorros podem ir ali mexer e não conseguirem respirar”.

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