Entregue ao Santuário Sagrado Coração de Jesus durante as festas natalinas do ano passado, a obra Sagrada Família, esculpida em madeira, passa agora a ser uma peça definitiva do acervo do Memorial Padre Reus. A obra é do conceituado escultor leopoldense Valter Frasson.
“As mãos e a expressão do rosto são o que há de mais difícil na produção de uma escultura. Por quê? O rosto é expressão, você dá o sentimento da vida, e a própria mão está dando esse sentido de adoração ao menino Jesus. Assim, transformo uma figura inerte (a madeira) em algo palpável”, diz o artista.
Escultor possui outras obras no santuário
Além do presépio, Frasson destaca outros trabalhos feitos para o Padre Reus. Dentre eles, está a arca das intenções. “Quando você recebe uma graça ou quer dar uma graça no Padre Reus, é colocado dentro da arca. Tem a ver com o misticismo da arca das alianças, que só os anjos deixavam abrir”, diz.
A escultura de Jesus Cristo na cruz, no canto esquerdo do altar, também é de Frasson. “São dois Cristos que vão ali. Na Semana Santa, é o Cristo Morto. E, no domingo de ressurreição, vai o Cristo Ressuscitado que fica durante o ano todo”, explica. “Tem mais as credentes, o ambão e tem o Cristo Sagrado Coração de Jesus, que é o nome do Santuário e fica na entrada, além do Padre Reus ali embaixo”, continua.
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Além das esculturas sacras, Frasson esculpiu também um corrimão para dar mais segurança ao trabalho religioso. “Um dos padres uma vez caiu aqui, então o padre Rezende me disse ‘Frasson, cria uma subida, que fique artisticamente dentro do conjunto e que tenha segurança’. Com isso, uma pessoa mais idosa, sobe os degraus se puxando pelo corrimão.”
O reitor do Santuário, padre Raimundo Rezente, ressalta a parceria mantida com o artista. “Assim que cheguei a São Leopoldo, procurei conhecer o senhor Frasson para ele me ajudar as projetar o novo presbitério do nosso Santuário. Trabalhar com ele é gratificante e São Leopoldo tem um gigante desta arte.”
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Valter Frasson – obras no Santuário Padre Reus, em São Leopoldo
Foto:
Amanda Krohn/EspecialPublicidade -

Valter Frasson – obras no Santuário Padre Reus, em São Leopoldo
Foto:
Amanda Krohn/Especial -

Valter Frasson – obras no Santuário Padre Reus, em São Leopoldo
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Amanda Krohn/Especial -

Valter Frasson – obras no Santuário Padre Reus, em São Leopoldo
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Escultura da Arca das Intenções criada pelo artista Valter Frasson para o Santuário
Foto:
Acervo/Valter Frasson/Divulgação
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Paixão pela arte sacra
“Desde que me conheço por gente, quando comecei a desenhar, lá pelos 5 ou 6 anos, me interessei no que tinha de museus e igrejas. Era o que tinha de mais bonito”, conta Frasson. “Aquilo me chamou a atenção e eu pensei ‘eu quero fazer isso um dia’. Foi começando com uma imagenzinha e hoje são centenas de imagens espalhadas pelo Brasil e mundo afora.”
O artista também trabalha com novelaria, troféus e com peças para empresas como a Stihl. “São diversos nichos, mas esse (o sacro) é o principal. Foi amor à primeira vista: vi, gostei e decidi que quero fazer”, comenta. “Comecei a me inspirar em alguns ícones como Da Vinci, Michelângelo, Bernini e o próprio Aleijadinho, no Brasil”.
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De acordo com Frasson, a obra que mais lhe marcou foi Maria Acolhe Seu Filho, esculpida em 2006 para o Santuário Nacional Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo. “Essa temática (de acolhimento) foi escolhida porque o local receberia o papa (Bento XVI) naquele ano. O papa é uma figura conhecida por acolher os fiéis, por isso a temática Maria Acolhe Seu Filho”, lembra.
Novidades para 2025
Também para o Santuário – conhecido por abrigar o túmulo de Padre Reus – Frasson tem dois projetos para este ano, que prefere manter como “surpresa”.
“Mas tenho obras em andamento, que são outra Sagrada Família para uma casa e um painel (que se trata da congregação das Palatinas) para Santa Maria. E, para a própria Stihl, estou fazendo os troféus dos jubilados”, afirma.
“O painel é o cenáculo religioso. São os 12 apóstolos junto com Maria, na unção do Espírito Santo. Já a Sagrada Família, que é quase em tamanho natural, é para uma residência em Bento Gonçalves. É São José, Maria e o menino Jesus, mas não no formato natalino, e sim em outro conceito, com o menino de pé, um pouco mais crescido”, encerra.


