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PREVENÇÃO DE ALAGAMENTOS

Obras de comporta da Vila Brás estão 45% concluídas em São Leopoldo

Estimativa é que os trabalhos fiquem prontos até dezembro deste ano

Publicado em: 18/09/2025 às 15h:41 Última atualização: 18/09/2025 às 15h:41
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As obras de construção de uma nova comporta na Vila Brás, no bairro Santos Dumont, estão 45% concluídas, segundo o titular da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Semov) de São Leopoldo, Tarzan Corrêa. As obras, iniciadas no dia 13 de junho nas proximidades da Rua 14 Bis, perto do limite com o município de Novo Hamburgo, devem ser concluídas até o mês de dezembro.

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A construção conta com um orçamento de R$ 1.588.616,09 e é realizado pela empresa Construsinos, licitada pela Prefeitura de São Leopoldo. Em conjunto com as estruturas do dique da Vila Brás, casas de bombas, ferramentas como as bombas móveis e anfíbias e ações de desassoreamento do Rio dos Sinos, a comporta deve contribuir com a prevenção de alagamentos em períodos de chuva intensa.

Tarzan Corrêa afirma que, até o momento, foi realizada parte das escavações e construção de galerias na região. “As comportas vão ajudar a prevenir alagamentos e enchentes segurando mais a água, que será desviada por um canal para a Casa de Bombas Santo Afonso (em Novo Hamburgo)”, descreve.

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“Quando as comportas enchem, elas fecham e a água fica retida para ir para as Casas de Bombas e não atingir as casas dos moradores”, continua.

Mesmo assim, o secretário alerta que ainda não é possível avaliar se tal estrutura seria o suficiente para frear os impactos de enchentes como cheia histórica de 2024, que motivou trabalhos como este, de reforço à prevenção. “A gente não sabe, ninguém está preparado, porque o que aconteceu em 2024 foi fora da curva. Mas nos casos em que chove cerca de 100 milímetros não vai causar tanto prejuízo.”

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Moradora relembra estragos das enchentes

A dona de casa Késia Carolina de Lima Oliveira, 26 anos, mora na Vila Brás com o marido, e os filhos Miguel, de 6 anos, e a pequena Jade, de 2. Ela conta que vivenciou as enchentes de 2023 e 2024, sendo atingida diretamente no ano passado, quando a água chegou até o teto de sua casa. Ela espera que com a obra, não passe novamente pela mesma situação.

“Ano passado a gente saiu na sexta (3 de maio), bem cedo. Meu marido trabalhava em Porto Alegre e na quarta (1º de maio, feriado de Dia do Trabalhador) já não conseguia trabalhar, porque não dava para passar. O medo veio, e minha mãe, que tem uma casa no Morro do Paula, chamou a gente para ficar lá”, conta.

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“Perdemos tudo, meus filhos perderam os brinquedos deles também. Foi complicado, a gente tem que agradecer a Deus que pode ir para lá, mas eram 80 pessoas em uma casinha pequena”, recorda.

Em setembro de 2023, Késia conta que a água atingiu a rampa da sua casa, que foi construída para ser mais elevada. Embora não tenha gerado perda de itens naquele ano, a situação fez com que o desenvolvimento de sua filha pequena se atrasasse.

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“Meu padastro buscou a gente para ir para a casa dele, que era ali em outra rua. A Jade, que tinha uns seis meses, já estava conseguindo engatinhar. Mas, como tinha barro, ela retrocedeu, porque eu não podia largar ela para caminhar. Muita coisa ela demorou para fazer por causa daquele período.”

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