As obras de elevação dos diques chegam perto de sua conclusão no município leopoldense, pouco mais de um ano após a grande inundação que atingiu dramaticamente vários bairros da cidade. Um destes bairros que ficou praticamente todo abaixo de água por dias foi o Campina, que fica na margem norte do Rio dos Sinos.
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As obras do dique da Campina, iniciadas ainda em dezembro de 2024, agora chegam a aproximadamente 80% de finalização, segundo o secretário de Obras e Viação do município, Rogel da Silva Corrêa, popularmente conhecido como Tarzan.

De acordo com informações já repassadas anteriormente pela Prefeitura, deve ser realizado o alteamento de 30 a 80 centímetros, conforme a necessidade de cada trecho da estrutura.
O que falta
Tarzan afirma que ainda não há previsão de conclusão, embora anteriormente engenheiro da Prefeitura tivesse informado que as obras seriam concluídas em maio. Segundo ele, isso se deve à instabilidade climática do período.
O alteamento do Dique Campina está cerca de 80% pronto em dois trechos, totalizando 300 metros, com projeto. Em visita ao dique na quarta-feira (4), o secretário afirma que os trechos que ainda estão em andamento são entre a Avenida Coronel Atalíbio Taurino de Resende e a Rua Randolfo Guasque e parte do trecho entre a Rua Randolfo Guasque e a BR-116, que abriga a Casa de Bombas da Campina.
“Nós não fizemos ali primeiro (no trecho da Casa de Bombas) para, se precisasse ligar as bombas, estar livre aqui”, explica. Conforme o secretário, deve ser realizada ainda a concretagem em um trecho de 150 metros em dois trechos, totalizando 300 metros, com projeto sendo desenvolvido com o objetivo de prevenir a danificação da estrutura pelo movimento de veículos em vias próximas. “A gente também está alargando o Arroio Cerquinha, que antes não tinha essa proteção. Ele vai passar a ter 5 metros de fora a fora e um metro de profundidade”, afirma.
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Outra medida comentada pelo secretário foi o uso de sedimentos removidos durante as ações de desassoreamento do Rio dos Sinos para reforçar o topo do dique. Tarzan ressalta que este material também é reforçado por uma camada de argila.
Outras medidas de prevenção
São Leopoldo possui, ainda, outras medidas de prevenção às enchentes. Dentre elas, estão as manutenções e investimentos nas Casas de Bombas, a Operação de Controle de Alagamentos (OCA).
Há, ainda, o projeto de construção de um dique no bairro Feitoria – por parte do governo do Estado -, algo que vem sendo reivindicado pela comunidade desde que as águas começaram a escoar em 2024. Em maio deste ano, o assessor jurídico da Secretaria do Meio Ambiente (Semmam), Rodrigo de Souza David, afirmou, em material da Superintendência de Comunicação (Scom), da Prefeitura, que o estudo de impacto ambiental para a obra deve ser concluído em até seis meses.
“O projeto está incluso dentro das obras propostas (por meio do Estado) para os municípios da bacia do Rio dos Sinos. No momento, estamos na primeira etapa do processo: licenciamento ambiental (EIA/RIMA), que está em análise e tem o prazo de conclusão de até 180 dias”, esclareceu.
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Segundo David, as próximas etapas incluem uma audiência pública e a apresentação do relatório final, ambas com prazos. O dinheiro para a realização de projetos em todos os municípios englobados, cerca de R$ 1,9 bilhão, é do governo federal, sob administração do Estado.
Trabalhos pós-cheia
As obras de elevação das estruturas do sistema de contenção de cheias de São Leopoldo começaram no segundo semestre do ano passado. As obras começaram em julho pelo dique do bairro Vicentina (a primeira ampliação a ser concluída no ano passado), seguindo pelos trabalhos na Vila Brás (no bairro Santos Dumont, obra concluída em meados de dezembro de 2024), e no bairro Campina, onde ocorrem atualmente.
Além deste trabalho, foram recuperadas as casas de bombas junto aos diques e também foram adquiridas bombas anfíbias emergenciais para casos extremos como o vivido em maio de 2024.