Mais de 13 toneladas de fios e cabos sem uso, soltos nos postes e pelas ruas, já foram recolhidos na Operação Postes Risco Zero, realizada pela Prefeitura leopoldense desde o início do ano passado.
A ação é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Mobilidade e Obras (Semob), RGE e operadoras de telefonia e internet, e visa solucionar o problema de fios soltos em postes, promovendo a retirada de fiação irregular e inutilizada que compromete a segurança da população e a organização do espaço urbano.
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Desde abril de 2025, a operação vem sendo executada quinzenalmente (conforme as condições climáticas), uma rua por vez, sendo a área central a primeira a receber as equipes.

Foto: Divulgação/Semob
“Sólida parceria”
Secretário adjunto da Semob, David Santos diz que a avaliação até aqui é extremamente positiva. “A cada edição, percebemos uma melhoria significativa na organização visual da cidade e, principalmente, no aumento da segurança para pedestres, ciclistas e motociclistas que circulam pelas vias de São Leopoldo”, iniciou, lembrando que 27 edições da operação já foram realizadas.
“Outro aspecto importante é a sólida parceria construída entre o Município, a RGE e as operadoras de telecomunicações. Esse trabalho conjunto tem sido fundamental para o sucesso da iniciativa e demonstra o comprometimento de todos os envolvidos com uma cidade mais segura, organizada e bem cuidada”, acrescentou. “Embora tenhamos enfrentado alguns ajustes no cronograma em razão dos períodos de chuva dos últimos meses, os trabalhos seguem dentro do planejamento previsto”, ponderou o secretário adjunto.
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Valorização e segurança
Para Santos, a operação vai além da retirada de fios inutilizados. “Ela representa cuidado com os espaços públicos, valorização da paisagem urbana e mais segurança para a população. Por isso, destacamos e agradecemos o empenho de todas as equipes que atuam diretamente nas ruas a cada edição da operação.”
Quase 3 toneladas retiradas só na Feitoria
Em novembro de 2025, a operação foi concluída no Centro e chegou às ruas e avenidas do bairro Feitoria. Somente lá, 2,9 toneladas de materiais foram recolhidos. “O bairro Feitoria é o maior de São Leopoldo e, por isso, demandou um trabalho mais intenso, resultando na retirada de uma grande quantidade de fios inutilizados. Atualmente, a Operação Poste Risco Zero está sendo realizada no bairro Rio dos Sinos, especificamente na Avenida Caxias do Sul”, disse David Santos.
Além das ações já realizadas na área central, o secretário adjunto ressaltou que as equipes retornaram recentemente ao Centro para atender uma demanda antiga na ponte da Avenida Mauá. “Promovendo a retirada de cabeamentos obsoletos e melhorando a segurança e a organização da rede aérea”.
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Próxima edição ocorre amanhã, na Avenida Caxias
A edição mais recente da operação ocorreu no dia 11 de junho, na Avenida Caxias do Sul, onde a ação precisará ser feita em duas etapas. Nesta quinta-feira (25), as equipes voltam ao trecho para concluir os trabalhos.
Segundo David Santos, a próxima etapa contemplará toda a extensão da Avenida Feitoria, seguindo até a rótula da Avenida São Borja. “Na sequência, os trabalhos avançarão por toda a Avenida São Borja”.
Além da RGE, 11 empresas participam atualmente da Operação Poste Risco Zero: Ponto Com; Sebratel; Telemont; Caiweb; Claro; Sim Digital; CleanNet; Vivo; Di Ferrari; New Life; e Vital.
“Estamos buscando melhorar cada vez mais nossa comunicação com as operadoras, e correr atrás do prejuízo. Foram anos sem fiscalizar esses fios soltos, e sem diálogo com as empresas. Agora está andando tudo alinhado. Infelizmente temos alguns casos onde grandes veículos acabam derrubando fios, mas buscamos resolver essa cobrança sempre o mais rápido possível com as operadoras”, destacou o secretário adjunto.

Foto: Divulgação/Semob
Denúncias podem ajudar
Santos também lembrou que a população pode denunciar locais com fios soltos e inservíveis. “A participação da comunidade é fundamental para o sucesso da operação. As denúncias podem ser realizadas por meio da Ouvidoria Municipal, através do telefone 156, ou presencialmente no Centro Administrativo, junto à Semob. O envio de fotos ajuda na identificação e agiliza a análise da situação, mas não é obrigatório”, salientou.