Com o objetivo de contribuir com as melhorias no Sistema de Contenção de Cheias, a Prefeitura de São Leopoldo apresentou o seu projeto de desassoreamento do trecho crítico do Rio dos Sinos na Câmara Municipal de Vereadores, na última quinta-feira (27).
De acordo com a titular da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semmam), Cláudia Costa, nos próximos dias já deve ser iniciado o processo de remoção da vegetação excedente que cresceu sobre os bancos de areia às margens do Rio, em toda a extensão incluída no plano.

“A Semmam é responsável apenas por essa área, porque não é uma secretaria de execução, e sim de licenciamento e fiscalização. Em outros pontos, se houver desassoreamento e limpeza, faz parte do Desassoriar RS”, descreve.
O que já foi feito
Cláudia Costa destaca que, antes que comecem os trabalhos de remoção da vegetação para posterior uso de dragas para eliminar os bancos, as equipes fizeram um sobrevoo com drones e mapearam as ilhas que têm concentração de areia. Além disso, também foram coletadas, para análise, amostras de areia e de água.
“Só não podemos dizer em qual data porque precisamos ver se as máquinas estão sendo utilizadas, mas pode ser daqui a uma semana ou dez dias”, afirmou a secretária, na última sexta-feira (28).
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“O objetivo dessas análises é especificar que material é aquele. Se for só areia, a gente deixa ela secar e pode aproveitá-la em obras públicas. Se estiver contaminada ou tiver outro tipo de lodo, ela terá que ser encaminhada para descarte em um aterro licenciado”, explica a secretária municipal.
Segundo Cláudia, o resultado dessa análise do material do rio deve vir após o carnaval (a partir desta quarta-feira, dia 5). “Como tem sedimentos junto, é um exame complicado, e deve levar alguns dias”, conclui.
O trecho do Rio dos Sinos a ser desassoreado por este projeto, conforme o mapa apresentado (veja abaixo), começa um pouco antes da Ponte Ingá, na Avenida Mauá, seguindo em direção às pontes da BR-116, indo cerca de 500 metros além, até próximo à bifurcação com a chamada várzea, que corre paralela ao leito original do rio.

Alívio para os diques
A secretária afirma que, embora sejam necessárias outras ações e serviços dentro do Sistema de Contenção de Cheias (como a modernização das casas de bombas, ampliação de diques e limpeza de bocas de lobo), o desassoreamento é uma etapa fundamental nesse processo de melhorias.
“Só de se tirar o excesso de areia, já se tira a pressão exercida nos diques, porque a areia não apenas faz a água subir, ela também pressiona os diques, que podem ter alguma eventual rachadura ou transbordamento devido a isso”, diz.
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Cláudia Costa não descarta a possibilidade de que ações de desassoreamento passem a ser realizadas com mais frequência e de forma periódica.
“O ideal, como falou o Antônio Geske (geólogo e diretor municipal de Controle de Cheias de São Leopoldo), é que isso seja feito anualmente, pelo menos nessa parte do trecho crítico do Sinos. Nós estamos recém terminando o segundo mês de governo, mas vamos buscar montar um cronograma para tentar fazer principalmente nessa área (o trecho crítico), uma vez por ano ou pelo menos a cada dois anos”, completa.
GT junto ao Estado debate sistema contra cheias
O desassoreamento do trecho crítico do Rio dos Sinos é uma das ações que estão sendo realizadas para a melhoria do Sistema de Contenção de Cheias, que conta com grupos de trabalho (GTs) para acompanhamento. Além do GT interno da Prefeitura criado para discutir estratégias, São Leopoldo tem também um GT junto ao governo do Estado para utilizar os recursos estaduais disponíveis.
Os grupos de trabalho internos envolvem as seguintes secretarias municipais: Meio Ambiente (Semmam), Obras e Viação (Semov), Mobilidade e Serviços Urbanos (Semurb), Compras e Licitações, Habitação, e o Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae).
A manutenção desse Sistema envolve também projetos como o Desassorear RS, que dará conta do desassoreamento de outros trechos do Rio dos Sinos. Segundo Cláudia, a Semmam também está colaborando com a elaboração do projeto (que compete à Semov) para que seja entregue ao Estado.