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SAPUCAIA DO SUL

Queda de avião no Morro das Cabras completa 75 anos nesta segunda-feira

Caso foi considerado, na época, o maior acidente aéreo da história da aviação brasileira

Publicado em: 27/07/2025 às 20h:04 Última atualização: 29/08/2025 às 19h:02
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O acidente aéreo do Constellation PP PCG da Panair do Brasil completa, nesta segunda-feira (28), 75 anos. Na época, a queda do avião no Morro das Cabras, em Sapucaia do Sul, foi considerado o maior acidente da história da aviação brasileira. Nenhuma das 51 pessoas que estavam no avião sobreviveu.

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  • Fotos do Constellation da Panair brasileira foram expostas no Museu Histórico de Sapucaia do Sul

    Foto:
    Reprodução/Acervo Museu Histórico de Sapucaia do Sul


  • Fotos da aeronave estão expostas no museu de Sapucaia

    Foto:
    Reprodução/Acervo Museu Histórico de Sapucaia do Sul

“O que houve exatamente na cabine nós nunca vamos saber, pois não existia gravador de voz na aeronave e o gravador de dados também não existia ainda”, destaca a técnica cultural do Museu Histórico de Sapucaia do Sul, Ana Cristina Camargo, que conduziu uma pesquisa a respeito da história com base em documentos oficiais emitidos na época, dentre eles, o relatório oficial do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Os relatórios dão conta de que o avião decolou do Galeão, no Rio de Janeiro, em direção a Porto Alegre no final da tarde de 28 de julho de 1950.

Quando atingiu a vertical da capital, o piloto avisou a torre do Aeródromo de São João que estava pronto para aterrissagem. A pista do futuro Aeroporto Salgado Filho era de terra e não suportava o peso de Constellation.

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Por isso, o avião foi desviado para a Base Aérea de Canoas, na época chamada de Base Aérea de Gravataí. Depois de duas tentativas de pouso arremetidas, o avião acabou se chocando contra o Morro do Chapéu.

Sem sobreviventes

Com base na lista exposta no Museu Histórico de Sapucaia do Sul, resultante do cruzamento de listas oficiais da Panair do Brasil disponíveis no site da Biblioteca Nacional Digital, havia 28 mulheres e 23 homens dentre os passageiros do voo. Além disso, entre eles, havia quatro crianças (de 13, 12, 9 e 5 anos) e quatro adolescentes (duas de 18 anos, uma de 17 e uma de 14).

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Morro das Cabras ou do Chapéu?

Segundo a técnica cultural, “no relatório oficial da Aeronáutica disponibilizado pelo Cenipa consta como Morro das Cabras, mas, como os dois morros são na mesma formação, muito juntos, algumas fontes em publicações de jornais da época referiam como Morro do Chapéu.”

Na época, a localidade ainda era território leopoldense. O município de Sapucaia do Sul emancipou-se apenas no dia 14 de novembro de 1961.

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Conclusões

Mesmo não existindo caixas pretas em 1950, Cristina afirma que, com base em tais documentos, é possível elencar diversas situações que contribuíram com o acidente. “O atraso na partida, as más condições meteorológicas, pouca iluminação na pista da Base Aérea de Gravataí (atual Base Aérea de Canoas), falhas de comunicação com as torres de controle, pouco tempo de reação do piloto e algum outro fator não identificado na investigação — pois existiam outras duas aeronaves no espaço aéreo e as mesmas conseguiram pousar normalmente”, pontua.

“Porém, observando essas condições, é importante salientar que a tripulação cumpriu vários procedimentos que garantiram, ainda que por algum tempo, a integridade e a vida de todos a bordo”, acrescenta.

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Exposição relembra detalhes do caso

Com o objetivo de relembrar e trazer informações precisas sobre o caso, o Museu Histórico de Sapucaia do Sul faz, desde o dia 7 de julho até o dia 19 de agosto, uma exposição sobre o acidente. Sob o nome “Os 75 anos da Queda do Constellation da Panair do Brasil em Sapucaia do Sul”, a ação traz documentos históricos, vídeos de testemunhas oculares e reportagens da época do acidente, além de diversos detalhes sobre o acontecimento e os fatos que os cercam. A exposição ocorreria até o dia 25, mas foi prorrogada.

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