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SÃO LEOPOLDO

Reforma da Biblioteca Municipal pode começar nos próximos dias

Prefeito Heliomar Franco assinou ordem de início da obra nesta sexta-feira (27); prédio foi inaugurado em 1974

Priscila Carvalho
Publicado em: 28/06/2025 às 17h:00 Última atualização: 28/06/2025 às 17h:19
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Foi assinada, nesta sexta-feira (27), pelo prefeito de São Leopoldo, Heliomar Franco, e a Secretaria de Cultural e Relações Internacionais (Secult), Lionella Goulart, a ordem de início da reforma da Biblioteca Pública Municipal Vianna Moog. Com isso, segundo a Secult, a empresa pode iniciar os trabalhos no local já nos próximos dias.

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“A leitura é indispensável e um ambiente adequado para a leitura também. É um local que muitas vezes as pessoas não têm nem na sua própria casa e aqui está disponível para a comunidade de São Leopoldo”, disse o prefeito durante no ato de assinatura, ao lado de Lionella e da vice-prefeita, Regina Caetano. O ato contou ainda com representantes do Centro Literário, da empresa que realizará a obra e outras autoridades municipais. 

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Investimento de R$ 1,5 milhão

O prédio da Biblioteca Pública foi entregue em 1974 e passou por diversas manutenções. Agora, a reforma será maior. A obra tem investimento previsto de R$ 1,5 milhão, com financiamento da Caixa Econômica Federal, e será executada pela empresa Ânimo Engenharia e Construção Ltda., com prazo de nove meses para conclusão.

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A reforma prevê os projetos e execução do Plano de Prevenção e Proteção contra Incêndios (PPCI), de climatização, de elétrica e estrutural. As ações vão melhorar toda a rede de equipamentos de ar-condicionado, prevenção de incêndios e instalações elétricas; o reforço da fundação, melhoria e troca de esquadrias; serviços no telhado, calhas, impermeabilização, revestimentos internos, piso cerâmico, forro, assim como ligações hidráulicas, trocas de disjuntores, fiação, entre outras melhorias.

A obra contempla também a adequação do layout interno, com a ampliação das áreas de consulta e estudo próximas às janelas, proporcionando maior espaço para a visualização da área verde da Praça 20 de Setembro. Já a área administrativa da Biblioteca e Secult passarão para a parte dos fundos do prédio.

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Sala técnica no teatro

Lionella acrescentou que além da reforma na biblioteca, a obra prevê a construção de uma sala técnica no Teatro Municipal. “Hoje nós temos quatro camarins, mas um deles está à disposição para colocarmos materiais, equipamentos do teatro. A gente quer liberar esse camarim e ter uma reserva técnica de fato, como tem que ser. Vai ser um espaço construído atrás, anexado ao prédio, para a guarda dos nossos materiais, ampliando o espaço do teatro, inclusive”, explicou, detalhando que a intervenção não interferirá na demanda do teatro.

Funcionamento

Durante a obra, a biblioteca seguirá aberta, mas com serviço limitado para retirada e devolução de livros. “Vamos continuar aqui, porque a gente fez todo um estudo de como é que nós iríamos tirar todos os livros, onde é que nós iríamos colocar isso à disposição, continuar com o atendimento. Então, a gente definiu que as pessoas poderão vir, retirar, levar e devolver”, pontuou Lionella, ponderando que não será permitido permanecer no local para pesquisas ou leituras. “A gente quer garantir o acesso: que as pessoas consigam vir até aqui, buscar os livros de seu interesse”, complementou.

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O horário de atendimento da biblioteca é das 8h30 às 14h30, de segunda a sexta-feira.

A Secult também seguirá atendendo no local. Teatro Municipal e Galeria Liana Brandão também continuarão funcionando.

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Estrutura recebe cerca de 4 mil visitantes por ano

A secretária também ressaltou a importância da Biblioteca Pública para a cidade. “A nossa biblioteca recebe em torno de 4 mil visitantes por ano. Considerando a nossa cidade, parece um número pequeno, mas não é, porque a gente vê que o acesso ainda existe, as pessoas ainda procuram (…). Nós temos obras de importância histórica, temos espaços, auxílio das bibliotecárias, as escolas visitam, temos uma sala infantil separada, eles têm o contato, manuseio com o livro. Que não se perca também isso, porque a gente entrou numa era digital, mas o livro não é obsoleto, ele existe”, justificou.

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“É um ambiente de inclusão, de relacionamento, é seguro. A gente vê alunos da rede pública e particular aqui. As escolas têm muito interesse de fazer contação de histórias. Então, a gente quer valorizar isso, até porque não são todas as cidades que têm uma biblioteca”, continuou Lionella.

“Vai ser mais um ponto que a gente quer tornar atrativo, para que as pessoas venham até aqui, venham conhecer como ficou a obra, que eu tenho certeza que vão querer fazer um cadastro, vão querer participar mais, porque vai estar tudo diferente”, completou.

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