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CAMPANHA

Mais de 30 cavalos resgatados em situação de vulnerabilidade são adotados em São Leopoldo

Animais foram adotados de outubro para cá; últimos três animais vão para novo lar nesta sexta-feira (17)

Priscila Carvalho
Publicado em: 15/04/2026 às 09h:59 Última atualização: 15/04/2026 às 14h:55
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A Secretaria Municipal de Proteção Animal (Sempa) zerou a fila de cavalos disponíveis para adoção em São Leopoldo. Conforme a pasta, nos últimos seis meses, de outubro de 2025 até agora, a secretaria registrou a adoção de 35 cavalos resgatados em situação de vulnerabilidade, o que reduziu a zero o número de animais na condição.

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Unicórcio, adotado no ano passado, vive em Lomba Grande



Unicórcio, adotado no ano passado, vive em Lomba Grande

Foto: Eduarda Toledo/Prefeitura de São Leopoldo

Todos os cavalos resgatados são abrigados na Gestta, em Gravataí, à espera de famílias responsáveis e, após tratamento, ficam disponíveis para adoção responsável.

Os últimos três equinos devem sair do local nesta sexta-feira (17). Eles já estão liberados, com adoção encaminhada e toda documentação regularizada, aguardando apenas o frete que os levara para sua nova moradia, em Osório.

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Grande campanha

“Acreditamos que a adoção é um ato de amor e compaixão que pode mudar a vida de um animal para sempre”, iniciou o titular da Sempa, Claudio Giacomini.

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Ele lembrou que a grande maioria dos animais recolhidos pela secretaria estavam em situação de maus-tratos, muitos eram usados por carroceiros, e parte deles em estado de nutrição bem ruim. Após o resgate, eles são levados à Gestta, tratados e recuperados. O proprietário tem até 30 dias para solicitar o animal novamente, depois desse prazo ele é colocado para adoção.

“Instituímos um programa de adoção, que deu muito bom resultado. Houve uma grande campanha lá na Expointer, onde cerca de 80 pessoas se mostraram interessadas em adotar os animais. Vários foram adotados por causa desse projeto na Expointer”, ressaltou o secretário, elogiando o trabalho do funcionário da Sempa, Luciano Arruda, grande incentivador das adoções dos equinos.

“É muito gratificante”, diz secretário

Conforme Giacomini, a maior parte dos animais adotados foi para sítios e chácaras, muitos para fora do município. “Para saber como eles estão, solicitamos fotos deles e do local onde ficam. Vemos que os animais estão em bom estado e para nós isso é muito gratificante”, destaca.

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“Eles tiveram uma vida toda de depressão, em carroças, só conhecem açoites. Como veterinário, muitas vezes atendi esses animais e percebia os maus-tratos, as condições deles. Nesses novos locais para onde estão indo, eles têm cuidado, pastoreio, a gente nota que as pessoas se apegaram aos animais e ficamos muito contentes com isso”, sublinha o secretário, ponderando que os adotantes assinam um documento se comprometendo a não usar os cavalos para tração animal ou algo que possa caracterizar maus-tratos.

“Alcançamos o nosso objetivo que era zerar o número de animais naquela propriedade”, afirmou Giacomini, destacando que o contrato com a Gestta continua em vigor, para o caso de novos cavalos precisarem de resgate.

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Unicórcio foi adotado no ano passado por Marcelo Linck



Unicórcio foi adotado no ano passado por Marcelo Linck

Foto: Eduarda Toledo/Prefeitura de São Leopoldo

Em nova casa, “Unicórcio” é exemplo de sucesso

A Prefeitura de São Leopoldo destaca que um dos exemplos de sucesso da campanha é o cavalo Jubileu, adotado em agosto de 2025. Ele vive atualmente em um sítio em Lomba Grande, em Novo Hamburgo, sob os cuidados do biólogo aposentado Marcelo Linck. Jubileu foi resgatado magro, debilitado e com um olho vazado, consequência de maus-tratos. Sua história pregressa é desconhecida.

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Apesar do passado difícil, Jubileu se mostrou dócil e rapidamente se adaptou à nova rotina. “No início, o animal chegou com um pouco de medo, mas logo com a relação de carinho e alimentação ele ficou atrás de mim”, conta Marcelo. “Ele fica solto no sítio, entra e sai da baia de acordo com a vontade dele. Se está chovendo, ele vai para a baia sequinha.”

A alimentação de Jubileu inclui pastagem natural, milho e, no inverno, silagem servida dentro da baia. O cavalo foi rebatizado pelas netas de Marcelo, que o chamam carinhosamente de “Unicórcio”. A neta mais nova, de seis anos, foi quem sugeriu a troca do nome. “Posso dizer que ele é muito dócil, me acompanha no sítio. O Unicórcio está feliz aqui. Estamos felizes com ele aqui”, completa o tutor, que trabalhou 37 anos como biólogo em zoológico.

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