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Clima de economia

Semae pede atenção para o consumo racional de água em São Leopoldo

Calorão elevou significativamente o uso da água nos últimos dias; e o nível do rio está muito baixo

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Publicado em: 08/12/2025 às 23h:00 Última atualização: 08/12/2025 às 23h:00
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O forte calor dos últimos dias elevou o consumo de água em São Leopoldo. No fim de semana, a diretora-geral do Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae), Cladis Magnani, conhecida como Cacau, usou as redes sociais ressaltando que o consumo consciente agora é essencial.

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Nível do Rio dos Sinos está abaixo de um metro na medição em São Leopoldo  e chegou a ficar em 80 centímetros no final de semana



Nível do Rio dos Sinos está abaixo de um metro na medição em São Leopoldo e chegou a ficar em 80 centímetros no final de semana

Foto: Eduardo Zanotti/Especial

Segundo ela, os reservatórios do Semae já registram queda acentuada e alguns bairros enfrentaram desabastecimento, com nível do Rio dos Sinos em 80 centímetros no sábado (6), abaixo do normal, que é cerca de 2 metros – ontem, às 19h15, o nível do Sinos já havia subido um pouco, chegando a 0,95 metro.

“Com as altas temperaturas dos últimos dias, registramos um aumento expressivo no consumo de água. Na quarta-feira (3), o volume produzido foi de 81.240 metros cúbicos (m3). Já no último sábado (6), chegou a 85.783 metros cúbicos, um acréscimo de 4.543 m³ em apenas três dias”, compara a diretora do Semae.

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Cacau ressalta que comparando com o primeiro sábado de dezembro do ano passado, o aumento foi ainda maior: 4.755 m³ a mais neste ano. “Em condições normais, o consumo médio diário varia entre 70 mil e 75 mil m³, sendo os finais de semana os períodos de maior demanda. Esses números evidenciam o impacto direto das ondas de calor no sistema e reforçam a importância do uso consciente da água neste período.”

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Falta de água em alguns bairros

No último fim de semana, conforme Cacau, foram registrados pontos de desabastecimento em bairros da zona norte.

“As regiões mais altas dessa área foram as mais afetadas, porque a combinação de forte calor, aumento abrupto no consumo e a rápida queda no nível dos reservatórios reduziu significativamente a pressão da rede. Com isso, a reservação não consegue se recompor no ritmo necessário para manter o abastecimento contínuo, devido ao alto consumo”, explica.

Cladis "Cacau" Magnani, diretora-geral do Semae, destaca a necessidade de uso racional da água neste clima de calorão



Cladis “Cacau” Magnani, diretora-geral do Semae, destaca a necessidade de uso racional da água neste clima de calorão

Foto: Fábio Moraes/Semae

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Moradores do bairro Morro do Espelho também relataram falta de água no sábado. “As equipes técnicas seguem trabalhando para estabilizar o sistema, ajustando manobras e reforçando a produção para evitar novos episódios.”

Nesta segunda-feira (8), todos reservatórios estavam abastecidos e operando dentro da normalidade, com exceção dos reservatórios da região norte, Arroio da Manteiga e Tancredo Neves. Entre eles, o Tancredo Neves apresenta o maior consumo. “Em razão das altas temperaturas, o volume de água que chega aos reservatórios é rapidamente consumido, não permitindo que recuperem o nível ideal de reserva.”

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Orientações de economia para a comunidade

De acordo com o Semae, a orientação principal é que toda a população adote práticas de consumo consciente da água, especialmente neste período de altas temperaturas e de maior demanda por conta das limpezas de final de ano.

“Sabemos que muitas famílias estão preparando suas casas para as festas, mas é fundamental que esse cuidado não resulte em desperdício”, diz Cacau.

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“Reforçamos o pedido para que a população evite utilizar mangueiras na lavagem de calçadas, áreas externas e veículos, pois esse hábito consome um volume muito elevado de água potável. Sempre que possível, recomendamos o reaproveitamento da água da chuva ou de atividades domésticas, como a água utilizada na lavagem de roupas, para tarefas que não exigem água tratada”, sugere. “Pequenas mudanças de comportamento fazem uma grande diferença no sistema como um todo.”

Desde 2022, o Rio dos Sinos não se apresentava tão baixo em um mês de dezembro. Se no sábado (dia 6) o nível baixou a 80 centímetros, em 2022 o rio chegou a ficar em 26 centímetros no dia 24 de dezembro, na véspera de Natal após uma sequência de dias secos e alto consumo de água que resultou em uma forte campanha de uso racional da água.

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Avaliando-se o atual momento com projeção de pouca chuva e muito calor, a tendência é de um fim de ano de alto consumo de água e nível do Sinos em torno de um metro, como vem acontecendo desde o início do mês. Por isso o Semae já acendeu o alerta após este pico de consumo de água na cidade. 

Nível do Rio dos Sinos está bem abaixo do seu nível normal



Nível do Rio dos Sinos está bem abaixo do seu nível normal

Foto: Eduardo Zanotti/Especial

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Investimentos nos últimos anos

Segundo a diretora do Semae, “os investimentos realizados nos últimos anos têm sido fundamentais para garantir segurança hídrica à cidade, mesmo em períodos de estiagem severa ou de nível muito baixo do Rio dos Sinos. Hoje, não há qualquer dificuldade na captação ou no tratamento de água potável”, ressalta.
Conforme Cacau, a autarquia opera com plena capacidade, com autonomia para captar e tratar até 1.200 litros por segundo, volume suficiente para atender toda a população, inclusive nos picos de consumo.

“Mesmo com o nível do Rio dos Sinos muito baixo, o Semae reforça que não há qualquer necessidade de racionamento ou rodízio, o problema está apenas no alto volume de consumo”, diz.

De acordo com o Semae, “a captação operando normalmente, sem qualquer risco de interrupção, graças aos investimentos realizados nos últimos anos que garantiram segurança e autonomia no processo de produção de água tratada.”

Obra de R$ 1,5 milhão

Segundo a diretora do Semae, a atual obra de R$ 1,5 milhão, destinada à reforma dos floculadores da ETA Imperatriz Leopoldina — com conclusão prevista para 17 de dezembro —, ampliará ainda mais a eficiência e a qualidade do tratamento da água. “As eventuais oscilações percebidas por moradores estão exclusivamente relacionadas ao sistema de distribuição, e não à capacidade de produção da estação de tratamento. É justamente nesse ponto que o Semae vem concentrando esforços recentes.”

De acordo com o Semae, na distribuição, a zona Norte já recebeu melhorias importantes, como novos reservatórios no Distrito Industrial e o aumento da capacidade de bombeamento na Elevatória da Campina.

Entre outras melhorias, para os próximos anos, estão garantidos R$ 58 milhões em investimentos voltados à ampliação da reservação e do bombeamento na região, com a construção de cinco novos reservatórios: dois no Boa Vista, um no Parque Campestre e dois na Vila Baum. Todos os processos estão em fase licitatória, com previsão de início das obras em 2026.

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