O projeto Sepom nas Escolas, que começou sua segunda edição em 2026, em iniciativa da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres conta com a parceria da Secretaria Municipal de Educação (Smed) e apoio da Ronda Escolar da Guarda Civil Municipal (GCM), foca neste ano no combate à violência contra a mulher em São Leopoldo.

Foto: Pedro H.Tesch/Prefeitura de São Leopoldo
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Os representantes dos órgãos envolvidos fizeram a apresentação do projeto e os objetivos para 2026 na manhã desta terça-feira (10), no Espaço Sicredi da Feitoria, com professores integrantes das equipes diretivas de escolas da rede municipal e conveniadas.
O cronograma do projeto inicia-se a partir desta quarta-feira (11) abrangendo instituições municipais e estaduais.
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Unindo forças
De acordo com a coordenadora do Centro Jacobina, Patrícia Oliveira, o Sepom nas Escolas alcançou, em 2025, 890 crianças e adolescentes com idades de 6 a 17 anos. “Estamos unindo forças para potencializar o que estávamos fazendo e alcançar o maior número de alunos. O projeto tem foco na prevenção e entendemos que precisamos falar sobre a violência o mais cedo, antes que a violência aconteça. E o melhor lugar é a escola.”
O assessor jurídico da Smed, Luciano Peixoto, destacou que “é preciso trabalhar com os meninos que se tornarão homens. Assim como se aprendeu em outras gerações que o machismo era ter um certo orgulho, a gente também pode ensinar o inverso, o respeito.”
A diretora de Proteção e Enfrentamento à Violência da Sepom, Andrea Oliveira, enfatizou a relevância do projeto que aborda com os estudantes de forma lúdica os diferentes tipos de violência incluindo o bullying e o cyberbullying. A Sepom e a Smed prepararam uma cartilha com informações sobre o Centro Jacobina, serviços de atendimento às mulheres, legislação, contatos para pedir ajuda, entre outras informações.
Relatos e experiências
A psicóloga Adrissa Moura, coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Saúde na Escola (Nise) e membro do Núcleo de Enfrentamento à Violência Escolar da Secretaria Municipal de Educação, apresentou as estratégias de abordagem de atuação do Nisee, relação à violência contra a mulher. “É um trabalho persistente, pois sabemos o quanto é forte a cultura machista na nossa sociedade”, frisou.
O inspetor GCM Gomes – ao lado da guarda Patrícia – falou sobre a parceria da Guarda com a Ronda Escolar e sobre a Ronda Lilás. Falaram ainda sobre as ações a psicóloga Fabiana Morales, do Programa Saúde na Escola, e a coordenadora do Centro Municipal da Educação Inclusiva Paulo Freira (Cemei), Gabriela Fonseca. Além da apresentação pedagógica, o evento teve roda de conversa com troca de experiências entre os participantes e profissionais envolvidos no projeto.
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