Funcionários terceirizados da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Scharlau, em São Leopoldo, reclamam de atrasos nos pagamentos. Em janeiro, o pagamento foi feito nove dias após a data prevista. Neste mês, o valor, que deveria ter sido depositado até o dia 20, seguia pendente até esta quarta-feira (25).
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Foto: Arquivo GES
“Há dezenas de profissionais que estão trabalhando e já não têm mais dinheiro para transporte e muito menos para pagar as contas”, ressaltou um funcionário que prefere não ser identificado.
Mesmo cobrando os responsáveis pelos depósitos diariamente, em ambas as datas, o motivo do atraso não foi esclarecido de imediato. No mês passado, após os acertos serem regularizados, o Grupo Maestria, ao qual os funcionários são ligados, se limitou a informar que o valor não havia sido repassado a eles antes.
O pagamento aos servidores é feito pela Maestria depois que a empresa recebe o dinheiro do Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), responsável pela gestão das unidades. O valor, contudo, é pago ao instituto pela prefeitura.
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Procurada pela reportagem, a administração municipal afirmou, nesta quarta, que os pagamentos foram repassados ao Ideas na terça-feira (24) e que “estão sendo feitos dentro do mês corrente”. Questionada sobre o motivo do atraso no depósito, a prefeitura não se manifestou.
O ABCmais também entrou em contato com o Ideas nesta noite e aguarda retorno.
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Também contatada, a Maestria não retornou até a publicação desta matéria. Aos funcionários, contudo, a empresa enviou uma nota nesta quarta-feira, na qual atribuiu os atrasos nos pagamentos ao não repasse por parte do Ideas. Segundo o comunicado, os depósitos serão feitos após a regularização financeira.
No mesmo documento, informou ainda que o contrato será ajustado a partir de 1º de março de 2026, com redução da atuação na unidade e possibilidade de desligamentos. Conforme os próprios funcionários, recentemente o Ideas realizou um processo seletivo.