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INICIAÇÃO CIENTÍFICA

Trabalhos de pequenos pesquisadores são destaque no primeiro dia da Motic São Leo

Feira começou com apresentação de alunos da Educação Infantil e séries iniciais; nesta quarta-feira (17) mostra continua com exposição de alunos das séries finais do Ensino Fundamental, do EJA, Ensino Médio e Técnico

Priscila Carvalho
Publicado em: 17/09/2025 às 10h:15 Última atualização: 17/09/2025 às 11h:33
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“Eles quebravam o ovo e nasciam de dentro do ovo”, contou Pietro, com fofura típica dos seus apenas 4 anos, sobre como os dinossauros nasciam. Junto com os colegas Emilly, 4 anos, e Bernard, de 3, Pietro era um dos pequenos estudantes que apresentou sua pesquisa no primeiro dia da 13ª Mostra de Tecnologia e Inovação com Ciências, a Motic São Leo 2025.

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O evento iniciou nesta terça-feira (16) e segue nesta quarta e quinta-feira (17 e 18), no Ginásio Municipal Celso Morbach, envolvendo 94 escolas, sendo 46 da rede municipal leopoldense, e a apresentação de 254 projetos. A programação inclui ainda a Mostra de Robótica, que ocorre hoje, experiências com robôs e um espaço dedicado ao público neurodivergente.

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Abertura da Motic São Leo 2025, nesta terça-feira (16), contou com o prefeito Heliomar Franco e autoridades municipais



Abertura da Motic São Leo 2025, nesta terça-feira (16), contou com o prefeito Heliomar Franco e autoridades municipais

Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial

Abertura

Promovida pela Secretaria Municipal de Educação (Smed), a mostra conta com a parceria do Sesc São Leopoldo e o apoio do Conselho Regional dos Técnicos Industriais do RS (CRT-RS). “Nesta Motic nós ampliamos o número de escolas participantes. É um número recorde também de cidades participantes: são 17 contando com São Leopoldo. Além de recode no número de expositores, recorde no número de projetos e trabalhos que serão apresentados”, destacou o titular da Smed, Jéferson Falcão, na abertura do evento, na tarde de ontem.

O secretário lembrou ainda que dois estudantes da Escola Municipal João CarlosVon Hohendorff participaram da Feira Brasileira de Iniciação Científica (Febic), na semana passada, ficando em primeiro lugar com seu projeto de robótica. “Nós temos, sim, na nossa idade, jovens, crianças, estudantes de muito talento. E eu não tenho dúvida nenhuma de que desta Motic, sairão muitos outros talentos para muito bem nos representar em feiras de nível nacional e até mesmo internacional”, concluiu.

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Reflexão

Diretora do Sesc São Leopoldo, Andrea Guedes, disse que a ampliação da Motic este ano traz uma reflexão. “Quando a gente amplia a estrutura, quando a gente amplia o número de escolas participantes, a gente sabe que está no caminho certo, e o Sesc sempre esteve presente nesse grande evento, que mobiliza a educação do município”.

O prefeito de São Leopoldo, Heliomar Franco, ressaltou a importância da mostra. “É um projeto que faz com que, desde tenra idade, os estudantes desenvolvam sua criatividade, seu poder de investigação, de criação e de desenvolvimento de algo importante interessante para, quem sabe, o futuro de todos nós.”



Até fóssil de filhote de dinossauro

Na terça (16), primeiro dia do evento, a mostra contou com apresentação de trabalhos de turmas de Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental.

Pietro, Bernard e Emilly representaram a Escolinha Infantil Brincando com a Infância, do bairro Santos Dumont, apresentando a pesquisa O Mundo do Dinossauros. Junto de um personagem vestido de dinossauro, que chamou atenção do público, eles mostraram brinquedos de diferentes tipos do animal e levaram até a imitação de um fóssil. “Achamos na escola. É de um filhote de T-Rex”, contou o pequeno Bernard.

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Professor da instituição, Francisco Veiga conta que o tema surgiu da curiosidade dos alunos. “Eles perguntaram na sala onde os dinossauros estavam, porque não sabiam que eles já tinham morrido. Aí fui explicando que eles existiram há muitos anos e isso foi instigando a curiosidade deles, e, conforme as perguntas deles a gente foi montando o projeto”.



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Diversidade cultural para estimular o respeito

O projeto realizado pela turma de 3º ano do Colégio São Luís surgiu a partir de um momento tenso vivido em sala de aula. “Esse tema surgiu porque no início do ano não havia respeito entre os colegas, então a gente pensou: ‘se cada um tem suas escolhas e suas origens, a gente deve respeitá-las do jeito que elas são’”, descreveu a aluna Hellena Mendonça Marques, de 9 anos.

“Eles começaram a fazer questionários com a família pra ver que tema que a gente ia trabalhar na feira interna do colégio. Então, eles viram que precisava ser feito algum trabalho em cima dessa postura da diversidade, porque eles não estavam se respeitando. Em cima disso, surgiu esse projeto e as famílias que tiveram a ideia de trazer o Rio Grande do Sul, que é o nosso estado e tem bastante diversidade, com povos indígenas, africanos, italianos, alemães e japoneses. Eles pesquisaram todos esses povos e também as suas origens e das famílias”, explicou a professora Milena Weber.

Para tanto, os alunos foram caracterizados: além de Hellena, vestida de japonese, Davi Mendes Rodrigues, 8 anos, representou um indígena, e Rafaela Amaral Bertei, 8, uma africana. “Trouxemos objetos antigos, de origem indígena, instrumentos africanos”, citou Davi. Para Rafaela, a pesquisa ajudou a melhorar o respeito entre os alunos: “Agora a nossa turma amadureceu bastante.”

Programação

17 de setembro (quarta-feira)
9h às 12h30: Credenciamento e montagem dos estandes – Categorias EMEF2, EMEF3, EJA, Ensino Médio e Ensino Técnico
13h30 às 20h: Visitação dos projetos – EMEF2, EMEF3, EJA, Ensino Médio e Ensino Técnico

18 de setembro (quinta-feira)
13h30 às 17h: Visitação dos projetos – EMEF2, EMEF3, EJA, Ensino Médio e Ensino Técnico
18h: Cerimônia de premiação e encerramento

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