Milhares de pessoas visitaram os cemitérios leopoldenses e da região neste domingo (2), Dia de Finados, para homenagear entes queridos que já partiram, limpar sepulturas e fazer orações.
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Por conta da data, uma tenda de orações foi montada na capela do Cemitério Municipal do Cristo Rei, de São Leopoldo, local que recebe muitos visitantes. Conforme o setor de Administração dos Cemitérios, foram convidados representantes de diferentes religiões para atender quem passava pelo local durante todo dia e proporcionar espaço de fé e conforto.

Foto: Priscila Carvalho/GES-Especial
Rezar e agradecer
Para muitos, o costume de ir ao cemitério homenagear quem já partiu é uma tradição que vem de família.
Morador do bairro Scharlau, Gilberto Weber, 67 anos, seguiu o que aprendeu com os pais. “A gente fazia no túmulo dos meus avós todo ano e agora, todos os anos, eu venho no dia limpar e, durante o ano venho fazer visitas de vez em quando”, relatou. “Venho aqui rezar por eles e agradecer tudo o que eles fizeram por nós.”
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“Todos os anos venho. Na minha família é tradição. Quando meu pai morreu, minha mãe vinha todo o sábado”, comentou Sérgio Antônio Flores dos Santos, 84 anos, enquanto colocava flores no jazigo onde estão enterrados seus pais e irmã.
O mesmo ocorre na família das irmãs Telma e Tânia Rodrigues, de 69 e 71 anos, respectivamente. “Nossa mãe sempre fazia. Ela dizia ‘vamos lá limpar, vamos lá no dia levar flores'”, contou Telma, que reside em Capela de Santana. “E a gente sempre acompanhava ela”, acrescentou Tânia, moradora de São Leopoldo. Neste domingo, as duas seguiram o costume e levaram flores na sepultura onde estão os pais, avós e tios e no túmulo do irmão, ambos no Cemitério do Cristo Rei.
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Venda de flores vem caindo
Apesar do bom movimento nos cemitérios, nas bancas de flores, as vendas foram mais tímidas esse ano. “Está mais fraco comparado a outros anos”, disse Emilly Raupp, que ajudava em uma banca no Cemitério do Cristo Rei, junto com Clóvis do Nascimento, Vera Vieira e Flávio Santos. Apesar disso, as flores naturais tiveram maior saída. “A estátice, que é uma flor que dura de um ano para o outro”, comentou Vera.
Na banca cuidada por Adonis Vieira, 28, a estátice também fez sucesso. “O pessoal leva ela como uma flor natural, mas, na verdade, ela dura como artificial”, avaliou. Para ele, as vendas deste ano também foram menores. “Todo o ano está diminuindo o movimento. Acho que as pessoas mais velhas vão falecendo e vão ficando só os jovens, que não tem esse hábito de vir ao cemitério”, lamenta Vieira.