A partir de cadastros realizados no ponto de acolhimento montado pela Prefeitura para abrigar pessoas em situação de rua nos dias de frio, a semana que inicia será de encaminhamentos.

Foto: Susi Mello/GES-Especial
Segundo a diretora de assistência social do Município, Juciane Saul, na manhã de segunda-feira (2), os cadastros feitos no ginásio Cavalinho Branco, da Catedral São Luiz Gonzaga, irão para a Vigilância Socioassistencial da Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação (SDSH).
“Na semana vamos começar a trabalhar essas fichas para tentar ajudá-los a se encaminharem. Muitos querem trabalho, muitos querem melhorar”, salienta. A diretora conta que é realizada abordagem de rua na cidade pela SDSH. “Como temos um profissional que faz abordagem de rua há anos, sabemos onde achar cada um”, informa.
Na noite de sábado para domingo, por exemplo, 44 pessoas foram atendidas no ponto de acolhimento. “Pegamos contato de telefone e RG para que depois possamos encaixá-los. Vamos encaminhar as pessoas com interesse em trabalhar”, antecipa, acrescentando que entre os que dormiram, que não têm onde morar, há os que trabalham em diferentes espaços, como posto de lavagem e estacionamento.
Os encaminhamentos, esclarece, serão para vagas disponibilizadas pela Agência Municipal de Emprego (AME) e demais empresários interessados em contratações.
“Vamos auxiliar tanto em vagas de emprego, como em saúde. Aqui não é só um trabalho de dar um prato de comida que estamos fazendo e dormir um ou dois dias. Isso não adianta na vida das pessoas. Queremos fazer um trabalho que ajude”, acrescenta a diretora.

Foto: Susi Mello/GES-Especial
Juciane cita Starley Orestes Roman, 41, que dormiu no local e começa a trabalhar nesta segunda-feira (2). “O caso dele é o primeiro e vamos levar ele como exemplo. Inclusive ele quer ser voluntário em abrigos para auxiliar outras pessoas”, frisa.
“Desejo tudo de bom para as pessoas, com muita sanidade para cada um e que consigam superar essa jornada, com um caminho iluminado. Espero que as pessoas se esforcem cada vez mais em gratidão a quem se disponibiliza a vir aqui ajudar, pois essas pessoas disponibilizam o tempo delas”, frisa.
Starley complementa que as pessoas envolvidas no acolhimento poderiam estar com esposa, com marido, mãe e pai, tomando café ou jantando com seus familiares, mas estão ajudando. “O mínimo que posso fazer é honrar essas pessoas e contribuir”, arremata Starley.
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