Os consecutivos dias chuvosos têm aliviado as consequências da recente estiagem na região. A situação de seca que se agravou com o calorão do início de fevereiro, foi apaziguada na última semana e deve seguir sob controle nesta que se inicia, já que mais chuva deve vir pela frente, mantendo o Rio dos Sinos em níveis seguros quando se pensa em captação de água.
Na atualização das 15 horas desta segunda-feira, em Novo Hamburgo, o nível do rio estava em 4,37 metros, conforme medição da Comusa. Isso representa uma subida de mais de 1 metro nas últimas 24 horas.
Em Campo Bom, as águas também têm subido. De acordo com a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), o Rio dos Sinos foi de 2,20 metros no domingo para 3,60 nesta segunda. O sistema no município entra em alerta quando baixa de 1,20.
Já em São Léo, por mais que a medição atual, de 1,80 metros, seja um pouco menor que a anterior, de 2,00, a situação também é estável. “Com estes níveis não temos preocupação com desabastecimento, haja vista que a captação funciona com até 50 centímetros de nível”, afirma o diretor geral do Serviço Municipal de Água e Esgotos de São Leopoldo (Semae), Gabriel Dias.
Projeção
A previsão de chuva para o restante da semana deve aliviar ainda mais a situação do Rio dos Sinos, conforme projeta Arno Kayser, representante do Movimento Roessler no Comitê de gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comitesinos). “As chuvas que estão previstas para os próximos dias, de cerca de 60 milímetros, devem normalizar um pouco o rio”, afirmou.
“O que a gente está observando, é uma sucessão de eventos extremos, como consequência das mudanças climáticas. A gente passou de uma pequena estiagem e agora parece que vamos ter um período de chuva muito concentrada em poucos dias”, alerta Kayser.
Apesar da previsão de chuva ser de uma quantidade considerável nos próximos dias, ele tranquiliza dizendo que não imagina que haja episódios de enchentes. “É uma chuva normal. Embora hoje e ontem tivemos bastante concentração e o rio já subiu um pouco mais, não tem um risco maior assim de migração para uma situação de enchente. Teria que ser muitos dias de chuva para isso acontecer”, disse.