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DETERMINAÇÕES

Vereador de Canela preso por desvios de materiais de construção tem liberdade provisória concedida

Confira o que motivou à decisão e as medidas cautelares impostas ao parlamentar

Mônica Pereira
Publicado em: 11/04/2025 às 12h:41
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O vereador de Canela, Joãozinho Silveira (MDB), está em liberdade provisória. O pedido da defesa do parlamentar foi aceito pela Justiça, na quinta-feira (10). Após a expedição do alvará de soltura, ele pôde deixar o presídio de Caxias do Sul.

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Polícia Civil encontra mais materiais de construção em propriedade de vereador de Canela preso por desvios



Polícia Civil encontra mais materiais de construção em propriedade de vereador de Canela preso por desvios

Foto: Polícia Civil

Joãozinho foi preso no dia 25 de março e estava na unidade prisional desde o dia 27. O vereador foi indiciado pela Polícia Civil por peculato, falsidade ideológica e receptação.

A suspeita é que ele tenha desviado materiais de construção da Prefeitura de Canela, que deveriam ter sido entregues a família em vulnerabilidade do interior da cidade, totalizando cerca de R$ 29 mil. Os crimes teriam sido cometidos em 2024, quando ocupou os cargos de secretário adjunto da Assistência Social e coordenador da Defesa Civil.

O caso está tramitando em segredo de Justiça, mas o advogado de defesa de Joãozinho, Jair da Veiga Filho, destaca que obteve a concessão do pedido de liberdade provisória solicitado.

Um dos pontos abordados no despacho que é “a única vítima identificada manteve um relacionamento extraconjugal com o investigado que, depois, foi rompido, com indicativos de uma reação passional”. Há o pedido para que o depoimento seja analisado com cautela, “pois é evidente a animosidade existente entre as partes”.

O documento ressalta, entretanto, que o fato de que a pessoa que deu início à investigação ser ex-amante do réu não afasta a possibilidade da infração penal. Por fim, existe a afirmação de que os delitos não foram cometidos com violência ou grave ameaça e que Joãozinho é réu primário.

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Contudo, para que o pedido fosse concedido, o vereador precisará seguir medidas cautelares. A primeira delas é se manter afastado de funções públicas e do cargo de vereador. Ele também precisará manter telefone e endereço atualizados, bem como comparecer a todos atos processuais a que for intimado e não se ausentar da Comarca onde reside por mais 30 dias, sem prévia autorização judicial.

Denúncia na Câmara

Joãozinho Silveira (MDB)



Joãozinho Silveira (MDB)

Foto: PMC/Divulgação

Na segunda-feira (7), a Câmara de Vereadores de Canela aceitou a denúncia que pode cassar o mandato de Joãozinho. Com a aprovação unânime, uma comissão foi formada para analisar o pedido de perda de mandato, que foi feito por um munícipe, alegando quebra de decoro parlamentar.

A comissão, formada pelos vereadores Lucas Dias (PSDB), Rodrigo Rodrigues (PDT) e Nene Abreu (MDB), tem 180 dias para elaborar um relatório para que possa ser analisado pelos demais vereadores. Depois isso, há uma nova votação para a aprovação ou não da cassação do mandato.

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Joãozinho também teve aprovação para se manter afastado do cargo por 30 dias. Nesse período, o suplente Alberi Dias (MDB) vai assumir a cadeira no Legislativo canelense. 

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