Eles quase sempre acompanham as tempestades, mas nem sempre são registrados por câmeras ou vistos a olho nu. Por isso que o raio nuvem a nuvem flagrado na madrugada deste domingo (27) no céu de Taquara pelo Observatório Heller & Jung chama tanto a atenção.

Foto: Observatório Heller &Jung
Como mostra a imagem, trata-se de um raio que vai de uma nuvem a outra, ou seja, ele acontece praticamente na horizontal. É bem diferente dos raios que “descem” das nuvens em direção ao solo, portanto na vertical. Esses são os raios nuvem-solo.
Segundo o diretor do Observatório Heller & Jung, o professor e pesquisador Carlos Fernando Jung, os raios nuvem a nuvem e os intranuvem são os mais comuns, porém os menos vistos. Normalmente o que se vê deles são apenas os clarões no céu antes ou durante uma tempestade.
“Esses raios são mais difíceis de serem registrados porque estão acima do campo de visão humana. Normalmente não se consegue ver dentro ou acima de um temporal”, resume Jung.
Segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), vinculado ao Inpe, os raios nuvem a nuvem e os intranuvem costumam preceder os raios que atingem o solo durante uma tempestade.
“Cerca de 70% do total de relâmpagos são do tipo intranuvem. Embora eles sejam a maioria dos relâmpagos, são menos conhecidos que os relâmpagos no solo, em parte porque eles são menos perigosos e porque são escondidos pela nuvem”, explica nota do Elat.
O fim de semana é de tempo instável no Rio Grande do Sul. Entre o início da tarde de sábado e o início da tarde de domingo choveu mais de 100 milímetros na região central do Estado. Para entre a noite de domingo e a manhã de segunda (28) há alerta de vendaval por conta de um ciclone.
LEIA TAMBÉM