Um paraquedista passou por um grande susto no fim da manhã deste sábado (31). Ele praticava seu hobbie quando uma possível falha no equipamento fez com que a aterrissagem não ocorresse como o planejado.
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Foto: Arquivo pessoal
O empresário Diego Korpalski Santos, de 39 anos, conta que estava na sua casa, no bairro Imigrante, em Campo Bom, quando sua esposa que estendia roupas do lado de fora avisou um paraquedista estaria em caindo. “Quando sai nos fundos de casa, deu para ver ele caindo. Bem na hora abriu o paraquedas reserva”, lembra.
O comerciante conta que o homem caiu a cerca de duas quadras da sua residência. Ele não pensou duas vezes, entrou na sua camionete e foi até o local para ajudá-lo. “Vai que se machucou”, disse. Santos ainda disse que deu para ver que o homem caiu em cima de uma árvore de abacate.
“Cheguei lá e não tinha acesso, era num terreno nos fundos de uma casa. Ele estava no meio do pomar, pendurado a uns 3 metros de altura”, lembra. Para ter acesso ao local onde o homem caiu, Santos estacionou a sua camionete próximo a um muro, então ele e outros amigos subiram no veículo e pularam o cercamento para poder ajudar o paraquedista.
O resgate
“Conseguimos fazer um apoio e encostar uma escada, ele soltar do paraquedas e descer”, detalha. De acordo com Santos, o paraquedista contou que bateu a cabeça no tronco da árvore, porém, apesar do susto o homem não se feriu. “Liguei para os responsáveis do aeroclube e mandei a localização pelo WhatsApp. Falei também com os responsáveis pelos paraquedistas, expliquei o que aconteceu e disse que ele estava bem. Então vieram e buscaram ele”, completa.
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Passada a adrenalina, Santos afirma que ficou feliz por poder ajudar o aventureiro. “Quanto caiu a ficha que o amigo saiu ileso, eu vi que foi livramento de Deus e agradeço a Deus em ter me botado lá naquele momento pra ajudar a tirar do meio dias galhos”, celebra o empresário.
“É comum”
O instrutor Lasie Pacheco, que atua há 44 anos na área, reforça que essa situação é comum. De acordo com ele, nessas situações de falha no equipamento os paraquedistas acionam o reserva e às vezes o material cai para o lado da cidade. Contudo, Pacheco enfatiza qie o importante é que o paraquedista não se feriu e que o ocorrido está dentro do que é treinado. Em abril deste ano, um caso similar aconteceu no bairro Canudos, em Novo Hamburgo, porém o homem caiu sobre residências.