Enviado especial do Grupo Sinos ao Web Summit 2025, o futurista e especialista em inovação e tecnologia Felipe Menezes avisou antes mesmo do início do evento: a inteligência artificial vai dominar as palestras e discussões em Lisboa. Dito e feito. Nesta quarta-feira (12), terceiro dia do Web Summit, se falou muito sobre isso. E foi dado um recado claro que Felipe compartilha no final deste texto.

Foto: Felipe Menezes/Especial
Criatividade e IA tomam conta dos palcos
A relação entre criatividade e inteligência artificial é um dos temas mais discutidos no Web Summit 2025. Entre as falas, uma provocação: a tecnologia vai roubar nossos empregos ou apenas fazer o trabalho chato para liberar tempo ao que é verdadeiramente humano?
Tecnologia como parceira criativa
Charlie Ungashick, da plataforma de vídeos Vimeo, disse que a inteligência artificial não substitui a imaginação, mas funciona como um superpoder para os criadores. Segundo ele, o papel da IA é assumir as tarefas repetitivas e deixar às pessoas o que envolve emoção, ideia e propósito.
TikTok e o valor da autenticidade
Khartoum Weis, do TikTok, destacou que a IA é usada para amplificar a criatividade, e não para substituí-la. A plataforma aposta em ferramentas inteligentes e seguras para apoiar criadores e pequenos negócios. “Na era dos algoritmos, o que mais vale é a autenticidade”, disse.
Colab entre humanos e tecnologia
Tao Zhang, da plataforma de inteligência artificial Manus, explicou que a nova geração de inteligências artificiais será formada por agentes que pensam e aprendem sozinhos. Segundo ele, o objetivo não é trocar pessoas por máquinas, mas ampliar o alcance humano com tecnologia que age em conjunto.
O recado para quem usa e ainda não usa IA
As palestras deixaram uma mensagem clara: quem já usa IA deve manter o humano no comando, e quem ainda não começou precisa perder o medo. A tecnologia não é inimiga da criatividade, mas uma parceira capaz de multiplicar ideias e abrir novas possibilidades.