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TRAGÉDIA

"Sai daqui, vai explodir": Motorista e cobradora de ônibus relembram queda de avião em SP

Veículo atingido por avião ficou totalmente destruído; tragédia deixou dois mortos e seis feridos

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Publicado em: 10/02/2025 às 10h:37 Última atualização: 10/02/2025 às 10h:37
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Momentos de pânico marcaram a sexta-feira (7) do motorista Laurenilton Azevedo Andrade e da cobradora Janair Oliveira.

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Eles estavam no ônibus em que trabalhavam e que passava pela Avenida Marquês de São Vicente, na zona oeste de São Paulo. O veículo teve a traseira atingida por um avião. Cerca de 30 pessoas estavam dentro do coletivo.

Duas pessoas morreram em acidente aéreo na sexta-feira (7) | abc+



Duas pessoas morreram em acidente aéreo na sexta-feira (7)

Foto: Reprodução/Redes sociais

Os ocupantes da aeronave morreram carbonizados e seis pessoas ficaram feridas.

VÍDEO: Veja momento da queda e explosão de avião em avenida de São Paulo

Segundo os funcionários, ônibus só não explodiu porque o tanque de combustível não foi atingido – mas ficou destruído por dentro. Ao programa Fantástico, da TV Globo, o motorista disse que ficou impressionado ao ver o carro queimado, e que todos poderiam estar mortos.

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Além do ônibus, ele também reencontrou a colega no sábado (8).

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“Ela é minha heroína também, sem ela eu não conseguia. Eu me emociono sempre quando falam o nome dela, porque hoje eu poderia não estar aqui, nem ela e nem as pessoas”, disse o motorista ao programa.

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A ação dos dois ajudou a salvar os passageiros. Logo após o impacto, o motorista acionou o botão para abrir as portas, mas uma grade no canteiro central da avenida impediu a abertura de um dos lados.

A cobradora Janair Oliveira relatou que, nesse momento, além das portas bloqueadas, o cinto dela travou. Passageiros entraram em desespero buscando a saída. Ela afirma ter conseguido destravar as portas do lado direito, apertando o botão de emergência.

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“Saí gritando: pessoal, pessoal, é aqui, a saída é nessa porta, é nessa porta”, relatou a cobradora ao Fantástico. “Gritei muito: ‘me ajuda, me ajuda’, por causa da minha limitação. ‘Sai daqui, vai pra frente, que isso vai explodir'”.

Oliveira ajudou uma passageira que teve um corte na cabeça, a auxiliar de serviços gerais Cristina Moraes. Ela diz não se lembrar do momento em que sofreu o ferimento, apenas de ser alertada para sair porque o ônibus pegaria fogo, e agradeceu “de coração” aos que a ajudaram.

 

Com informações de O Estado de S. Paulo

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