Diante de um cenário onde conteúdos gerados por Inteligência Artificial (IA) cresceram 308% no último ano no Brasil, a dúvida sobre o que é real tornou-se a nova regra de navegação digital.

Foto: Matheus Bertelli/Pexels
CLIQUE AQUI PARA RECEBER NOSSA NEWSLETTER
Para a professora Marta Bez, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Indústria Criativa da Universidade Feevale, a solução para não ser enganado por notícias ou vídeos falsos não reside apenas na tecnologia, mas na educação do usuário. Com duas décadas de pesquisa dedicada à IA, a especialista defende que o combate à desinformação passa pelo que chama de “letramento em IA”.
“A IA trabalha com estatística, número, cálculos e probabilidades. Ao meu ver, um letramento em IA seria uma solução para entender como a ferramenta funciona, pois é claro que vamos acreditar em tudo que vemos se não entendermos como funciona”, explica Marta Bez.
Os três pilares da checagem
A professora aponta três aspectos práticos que devem ser observados antes de validar qualquer informação recebida em redes sociais:
– Origem: Questionar quem produziu e qual é a fonte primária.
– Rastreabilidade: O conteúdo deve permitir um caminho de volta até o emissor original. “Se eu não conseguir rastrear essa informação até a fonte, eu já posso desconfiar”, alerta a professora.
– Corroboração: A necessidade de encontrar o mesmo fato em outros locais de confiança.
O alerta da “perfeição”
Além dos critérios técnicos de checagem, a professora orienta a aguçar a percepção visual. Segundo Bez, o excesso de qualidade pode ser um sinal de alerta. Ela sugere que o usuário desconfie de conteúdos que sejam “perfeitos demais” ou extremamente impressionantes.
VEJA VÍDEO: