O verão, com suas altas temperaturas e dias ensolarados, exige atenção redobrada com a saúde. Nesse período, o risco de viroses e problemas gastrointestinais, como intoxicações alimentares, aumenta devido ao consumo de alimentos mal conservados e à proliferação de microrganismos em ambientes quentes. Além disso, a desidratação provocada pelo calor intenso pode agravar condições clínicas, principalmente em crianças e idosos, que são mais vulneráveis.

Foto: Divulgação
O clínico-geral do Hospital Sapiranga, Pablo Regert, explica que medidas simples podem evitar complicações. “Caso ocorra uma infecção, o mais importante é garantir a hidratação, ingerindo soro, isotônicos, sucos e chás. Os sinais de desidratação podem incluir tontura, mal-estar, fraqueza, sonolência, irritabilidade e dor de cabeça, sendo fundamental buscar atendimento médico se os sintomas persistirem”, afirma.
LEIA MAIS: Calor intenso e tempestade surpreendem o RS nesta quinta-feira; Inmet emite alerta
Regert aconselha também que manter bons hábitos de higiene, como lavar as mãos com água e sabão antes das refeições e após ir ao banheiro, além de consumir água mineral ou filtrada, são formas de prevenir gastroenterites.
Refrigeração adequada
Em dias com temperaturas muito elevadas, é preciso ter cuidado com o acondicionamento adequado dos alimentos. Para reduzir riscos de contaminação, o médico também reforça a importância de higienizar adequadamente frutas, verduras e legumes, além de priorizar alimentos frescos e armazenados em temperaturas adequadas. A refrigeração dos alimentos é fundamental nesta época. Pois o calor acelera a deterioração dos alimentos, por isso é essencial evitar refeições que fiquem por longos períodos fora da refrigeração.
Essa recomendação serve para aqueles momentos em que opta por fazer passeios ao ar livre, como piqueniques em parques e nos casos em que se passa o dia na praia. Quem leva alimentos precisa acondicionar em recipientes térmicos.