Se o colorido das capas dos livros já chama a atenção, a complexidade das fantasias deixa a 40ª edição da Feira do Livro de Canoas ainda mais cheia de vida. O evento recebeu um desfile de cosplay no Auditório Sady Schiwitz, movimentando a programação deste domingo (5), no Centro.
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Foto: Nicole Goulart/Especial
Os mais diversos personagens saíram de mangás, revistas em quadrinhos e jogos de vídeo game. As roupas, armaduras, maquiagens, cabelos e enfeites estão sempre impecáveis para fã nenhum colocar defeito.
Quem caprichou no cosplay de Jiraya, do Naruto, foi o motoboy Cristian Corrêa, 33 anos. “Eu gosto bastante do personagem e costumo participar de eventos assim. Mas ainda tem um friozinho na barriga”, conta.
Além de interpretar o personagem, fazer poses, e trazer todos os elementos que encantam os fãs do anime, estar presente é uma forma de se divertir. “Tem toda a interação com o pessoal. Se não for para curtir, é melhor ficar em casa”, brinca.
O evento é promovido, dentro da Feira do Livro, pela Anime Multi Geek. Este é o segundo ano que a feira conta um espaço dedicado a estes personagens que, também, saíram dos livros. A edição pocket deste ano reuniu dez pessoas desfilando.
Identificação
Há muitos motivos para se escolher fazer um cosplay de um personagem. Na lista de motivos entram a personalidade, a relevância, o humor e até o apelo visual. Para a Akira Silva, 22 anos, a semelhança com a Jinx, de Arcane, a motivou trazer a personagem para a realidade.
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Foto: Nicole Goulart/Especial
“Eu faço pela história dela. Como ela é e como age com os seus próprios sentimentos. Me identifiquei bastante com ela”, conta a artista que já participa de eventos de cosplay há oito anos.
Para além de se reconhecer em quem se “imita”, os participantes também se identificam entre si. Isso porque todos têm um gosto parecido. “É muito bom estar aqui, encontrar as pessoas, reencontrar amigos”, destaca Akira.
Um hobby para ser feliz
Por trás das fantasias, usadas de vez em quanto, existem pessoas com trabalhos e rotinas comuns. Afinal, fazer cosplay é um hobby. E segundo a confeiteira Emily Valença, 25 anos, é uma das coisas que a mais faz feliz.
“Sem o cosplay eu não sou nada. É o que me anima, me dá energia, para fazer as coisas do dia a dia”, destaca. Emily participou vestida de Sigewinne, do jogo Genshin Impact.
O figurino foi feito por ela mesma, junto com uma arma de bolha de sabão e uma seringa enorme. Confeccionar tudo isso deu trabalho, mas ela está feliz. “Um amigo fez a arma, mas eu pintei ela toda à mão. É um dor de cabeça de cabeça gostosa. É uma bagunça, mas que vale muito a pena no final”, frisa.

Foto: Nicole Goulart/Especial
Junto com a Emily, estava o José Vitor Rocha, 25, vestido de Kaeya – personagem do mesmo jogo. “Eu não me identifico muito com ele, mas gosto da energia. A roupa é bonita e também gosto da temática de pirata”, comenta o estoquista.
“É um hobby que recupera as nossas energias e nos tira um pouco da realidade. Às vezes, dá para interpretar e isso é muito estimulantes, eu posso me soltar”, completa.
Feira do livro segue
Este foi o primeiro final de semana da 40ª edição da Feira do Livro de Canoas. As bancas de livros seguem abertas até o próximo sábado (11). Toda a programação de contações de histórias e apresentações pode ser consultada aqui.