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DÍVIDA

Após rompimento do contrato, terceirizada responsável pela contratação de médicos cobra R$ 16 milhões de três hospitais da região

Na semana passada, Global Med encerrou contrato com o São Camilo, de Esteio, de onde era responsável pela contratação de 80 médicos. Além disso, empresa cobra hospitais de Sapucaia do Sul e São Leopoldo

Publicado em: 23/07/2025 às 00h:30 Última atualização: 23/07/2025 às 08h:58
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O rompimento do contrato da empresa Global Med com a prefeitura de Esteio, na última semana, encerrando a prestação de serviços para o Hospital São Camilo, expôs uma dívida R$ 5 milhões por parte da administração municipal. O valor se refere a falta de pagamentos de janeiro a junho de 2025.

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São Camilo tem R$ 5 milhões de dívida com a empresa



São Camilo tem R$ 5 milhões de dívida com a empresa

Foto: Divulgação

De acordo com o diretor comercial da Global Med, Eduardo Cardozo, a empresa prestava serviços ao São Camilo desde 2019, sendo responsável pela contratação de 80 médicos entre pediatras, neonatologistas, ginecologistas e obstetras, cirurgião geral e rotineiro clínico. “Os valores são de 2025. O Hospital São Camilo não paga as notas integralmente”, diz Cardozo.

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Conforme ele, houve reunião com a direção do hospital e prefeito Felipe Costella no dia 28 de junho. Depois, o rompimento do contrato, oficializado no dia 15 de julho. No último dia 17 houve nova reunião e nesta quarta (23) um outro encontro está marcado com a expectativa de que uma posição deva ser dada pelo município.

Em nota na semana passada, a prefeitura de Esteio informou que os valores estavam sendo analisados tecnicamente pelos setores competentes da prefeitura “a fim de assegurar a correta apuração e eventual quitação dos débitos, com respeito à empresa e aos princípios da legalidade e transparência”.

Segundo a diretora-geral Fundação de Saúde Pública São Camilo, Ana Boll, o rompimento do contrato não afetou os atendimentos na casa de saúde esteiense.

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“Foi contratada uma nova empresa, por dispensa de licitação emergencial, para os próximos 12 meses. Neste período faremos nova licitação”, explica. A nova empresa, contratada de forma emergencial assumiu os serviços médicos já no plantão do último dia 15.

De acordo com a Global Med, a dívida do São Camilo se soma a outras de hospitais da região, que ainda estão em aberto, e que juntas resultam em R$16 milhões. Além dos R$ 5 milhões de Esteio, a empresa busca, ainda, os pagamentos de R$ 7 milhões da Fundação Hospitalar Getúlio Vargas (FHGV), de Sapucaia do Sul, e de R$ 4 milhões do Hospital Centenário (HC), de São Leopoldo.

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Contrato com a a FHGV rompido em maio 

O diretor comercial da Global Med, Eduardo Cardozo, explica que os R$ 7 milhões se referem aos serviços prestados no Hospital Tramandaí e no Hospital Getúlio Vargas, de Sapucaia do Sul, geridos pela (FHGV). Os valores em aberto, segundo ele, se referem aos anos de 2023, 2024 e 2025. O contrato foi rompido em maio deste ano. Somente no HMGV, a empresa era responsável pela contratação de 25 médicos. “A dívida de Sapucaia do Sul está em cobrança administrativa”, comenta Cardozo.

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Por meio da assessoria de imprensa, a FHGV informou que diretoria da instituição se reuniu na última sexta-feira (18) com a empresa Global Med, “dando início às conversas para um entendimento entre as partes”.

Divergência no valor no HC e dívida ajuizada

Em relação ao HC, Cardozo esclarece que a dívida se refere aos serviços prestados na área de pediatria, neonatologia, rotina clínica e cirúrgica em contratos executados em 2017 e 2018. Na casa de saúde leopoldense, a empresa era responsável pela contratação de 50 médicos. “São Leopoldo já está ajuizado”, explica o diretor da Global Med.

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Em nota, o Hospital Centenário informou que na área contábil não consta nada a pagar à Global Med, em sistema. “O contrato foi extinto e por isso não consta na pasta contábil da instituição. No passado, pode ter ocorrido da empresa prestar os serviços e emitir a Nota Fiscal sem empenho prévio. Não há processo judicial no valor indicado de R$ 4 milhões. O que se encontrou, foi uma cobrança de aproximadamente R$ 1 milhão”, diz o texto.

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