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A revolução da robótica no tratamento urológico

Avanços tecnológicos têm transformado a forma como os procedimentos são realizados

A revolução da cirurgia robótica na urologia tem transformado profundamente a forma como os procedimentos são realizados. Com a chegada de sistemas robóticos, como o Da Vinci, por exemplo, a especialidade ganhou mais precisão, menos invasividade e melhores resultados para os pacientes. De acordo com o médico urologista Lucas Lampert, a especialidade da urologia foi uma das pioneiras no uso da robótica e, hoje, é uma das áreas que mais se beneficia com essa tecnologia. “Trazendo uma verdadeira revolução na qualidade de vida dos pacientes”, considera.

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Urologista Lucas Lampert é especialista em cirurgia robótica na região | abc+



Urologista Lucas Lampert é especialista em cirurgia robótica na região

Foto: Divulgação

Ele explica que a formação do cirurgião robótico é exigente, passando por várias etapas. Entre os pré-requisitos está a experiência prévia em cirurgia minimamente invasiva. “São necessários treinamentos teóricos e onlines, como também treinamento em simuladores e em laboratórios. É uma formação longa”, destaca.

Lampert, por exemplo, tem duas pós-graduações em cirurgia robótica — uma pelo Hospital Albert Eistein e outra pelo Hospital Moinhos de Vento —, certificação oficial da Institute International Learning e, finalmente, a certificação oficial da Sociedade Brasileira de Urologia como cirurgião robótico.

O futuro da robótica em urologia

  • A cirurgia robótica já é o padrão-ouro em urologia no Brasil, com expansão crescente para outras especialidades. Com novas plataformas, espera-se maior democratização do acesso à tecnologia;
  • Tendências como integração com inteligência artificial, planejamento 3D e realidade aumentada prometem elevar ainda mais a qualidade e a precisão dos procedimentos até 2035 e além.

Panorama geral: cirurgias robóticas no Brasil

  • Entre 2009 e 2018 (primeira década desde a introdução da tecnologia), foram realizadas cerca de 17 mil cirurgias robóticas no país;
  • De 2018 a 2022, houve um salto expressivo: 88 mil cirurgias, o que representa um aumento de 417% comparado à primeira década;
  • No total, de 2008 (ano da primeira cirurgia) até o final de 2022, foram feitas aproximadamente 100 mil cirurgias robóticas.

Infraestrutura: robôs cirúrgicos no País

  • Em 2018, o Brasil contava com 51 robôs cirúrgicos; em 2023, esse número já havia chegado a 111, mais que dobrando em cinco anos;
  • Mais recentemente, em agosto de 2025, o Colégio Brasileiro de Cirurgiões indicou que já existem cerca de 200 plataformas robóticas instaladas no Brasil, tornando o País o maior mercado de cirurgia robótica da América Latina.

Quais os principais pontos dessa revolução

  • Precisão e controle: O robô permite movimentos mais delicados e estáveis que a mão humana, reduzindo tremores e aumentando a segurança.
  • Menos invasiva: As incisões são menores, o que resulta em menos dor, menor perda de sangue e cicatrizes discretas.
  • Recuperação mais rápida: O tempo de internação hospitalar é reduzido, permitindo ao paciente retomar suas atividades em menos tempo.
  • Melhores resultados funcionais: Especialmente em cirurgias como a prostatectomia radical, a robótica ajuda a preservar continência urinária e função sexual.
  • Visão em 3D e ampliada: O cirurgião tem acesso a uma visão detalhada da anatomia, o que aumenta a segurança e eficácia.

Crescimento do setor

  • Entre 2018 e 2023, o número de robôs cirúrgicos no Brasil mais que dobrou, passando de 51 para 111 aparelhos; ï Estima-se hoje que existam mais de 120 sistemas ativos em território brasileiro, refletindo uma rápida expansão da tecnologia;
  • O Brasil é líder em cirurgias robóticas na América Latina, ainda que o Sistema Único de Saúde (SUS) tenha limitações de acesso à tecnologia em muitas regiões.

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