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Brasil registra aumento de golpes e fraudes; saiba como se proteger

Crescimento no número de vítimas acende alerta para sinais de risco

A internet trouxe praticidade, mas também abriu espaço para golpes que evoluem rápido e atingem milhares de pessoas todos os dias. As transações financeiras são o principal foco dos golpistas, mas as fraudes não se limitam a elas, surgindo em relações virtuais, nas redes sociais, aplicativos de mensagens, plataformas de compras e até em contatos que simulam suporte técnico. Um levantamento do Datafolha aponta que um em cada três brasileiros sofreu algum golpe financeiro virtual com prejuízo nos últimos 12 meses.

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Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, isso representa 33,4% da população, cerca de 56 milhões de vítimas desde julho de 2024. Somente o golpe do WhatsApp atingiu 153 mil pessoas no ano passado, conforme a Febraban. Já fraudes com PIX e boletos falsos alcançaram 14,3% da população, somando R$ 28,8 bilhões em prejuízo.

Sicredi Pioneira | abc+



Sicredi Pioneira

Foto: Divulgação

Como atuam os golpistas

Criminosos combinam tecnologia, pressa e manipulação emocional para convencer as vítimas. No ambiente financeiro, se passam por colaboradores das instituições financeiras, clonam perfis, enviam links falsos ou solicitam confirmação de dados sigilosos, geralmente pressionando a vítima por decisões rápidas. Em relações virtuais, constroem confiança ao longo de dias ou semanas até chegar ao pedido de dinheiro, criando uma sensação de naturalidade para a vítima.

De acordo com o diretor de Operações da Sicredi Pioneira, Fábio Schmoekel, a lógica segue a mesma de antigamente: construir credibilidade e induzir a vítima a realizar uma ação que favoreça o golpista. “Se a vantagem é boa demais, desconfie. Muitos golpes começam prometendo retornos altos ou uma transferência maior. É importante saber: instituições financeiras nunca ligam pedindo que o cliente faça qualquer transação”.

Ele reforça que nenhum aplicativo adicional aumenta a segurança do celular e instalá-lo pode permitir acesso remoto ao golpista. Além disso, não é comum que empresas peçam códigos enviados por SMS ou aplicativos: “Esse tipo de pedido é típico de golpe. Quando a pessoa compartilha o código, o criminoso consegue acessar o celular e fazer movimentações”, complementa. Perfis falsos em redes sociais e contatos que usam fotos de supostos funcionários também são práticas recorrentes. Ao menor sinal de dúvida, a recomendação é sempre interromper a conversa e procurar o canal oficial da instituição.

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Fábio Schmoekel, diretor de Operações da Sicredi Pioneira | abc+



Fábio Schmoekel, diretor de Operações da Sicredi Pioneira

Foto: Divulgação

O que fazer ao suspeitar

Perceber algo estranho e agir rápido evita prejuízos maiores. As principais medidas de proteção incluem:
• Interromper imediatamente o contato, desligando a ligação ou bloqueando no WhatsApp;
• Não clicar em links ou instalar aplicativos enviados por terceiros;
• Confirmar qualquer pedido diretamente nos canais oficiais da instituição financeira, utilizando números e contatos já conhecidos;
• Falar com alguém de confiança antes de fazer alguma movimentação, evitando decisões sob pressão;
• Combinar com familiares que não solicitarão dinheiro por mensagens sem antes ligar, reduzindo a eficácia do golpe da urgência.

O canal verificado da Sicredi Pioneira para atendimento via WhatsApp é o (51) 3358-4770, que pode ser usado para confirmar informações e relatar suspeitas. Para Schmoekel, buscar ajuda rapidamente é fundamental. “Não é motivo de vergonha. Pelo contrário: reconhecer o risco cedo é um ato de proteção. Estamos preparados para orientar e agir rápido, seja para bloquear movimentações ou esclarecer dúvidas antes que o prejuízo aconteça”, finaliza.

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