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Disfunção erétil em homens é mais comum do que se imagina

Doença começa a aparecer mais cedo e afeta qualidade de vida do brasileiro, mas tem tratamento

A impotência sexual masculina, ou disfunção erétil (DE), é uma condição bastante comum, especialmente com o avanço da idade. No Brasil, um estudo em Santos revelou que 45,9% dos homens entre 40 e 70 anos apresentam algum grau de disfunção erétil (33,9% leve, 8,5% moderada, 3,5% completa). Outro levantamento em múltiplas cidades brasileiras encontrou 46,2% de prevalência geral, com 12,1% de
casos moderados e 2,6% completos. No mundo, estima-se que até 322 milhões de homens terão DE em 2025.

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Embora seja mais comum em homens mais velhos, ela também pode afetar homens jovens — muitas vezes ligada a causas emocionais, uso de drogas, estresse ou ansiedade de desempenho. Também pode ser um sinal precoce de doenças cardiovasculares, diabetes ou distúrbios hormonais. De acordo com o urologista Lucas Lampert, a disfunção erétil é uma condição que pode afetar a autoestima, os relacionamentos e a qualidade de vida do homem. Mas, felizmente, tem tratamento. “O acompanhamento com um urologista é fundamental para o diagnóstico correto e escolha do melhor tratamento”, alerta.

Embora a impotência sexual seja comum em homens mais velhos, condição também pode afetar jovens | abc+



Embora a impotência sexual seja comum em homens mais velhos, condição também pode afetar jovens

Foto: AdobeStock

Tira-dúvidas com o dr. Lucas Lampert

Impotência Sexual: o que é, causas e tratamento

A impotência sexual, conhecida tecnicamente como disfunção erétil (DE), é a incapacidade persistente de alcançar ou manter uma ereção suficiente para a atividade sexual satisfatória. Apesar de ser um tema sensível, é uma condição muito comum — especialmente com o avanço da idade — e tem tratamento. Buscar ajuda médica é o primeiro passo para recuperar a saúde sexual e o bem-estar.

Principais causas da disfunção erétil:

– Fatores físicos:
  * Diabetes
  * Hipertensão
  * Colesterol alto
  * Obesidade
  * Doenças cardíacas
  * Tabagismo e álcool
  * Cirurgias na próstata ou na pelve

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– Fatores psicológicos:
  * Ansiedade
  * Depressão
  * Estresse
  * Problemas no relacionamento

– Uso de medicamentos:
  * Antidepressivos, antihipertensivos, entre outros.

Diagnóstico: O diagnóstico é feito por um urologista, com base no histórico clínico, exame físico e, se necessário, exames laboratoriais e testes específicos para avaliar os vasos sanguíneos e hormônios.

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Tratamentos disponíveis:

1. Mudança de hábitos:
Parar de fumar, controlar o diabetes e a pressão, perder peso, praticar atividade física.

2. Medicamentos orais:
Inibidores da PDE5 (como sildenafil, tadalafil) — promovem a ereção com o estímulo sexual.

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3. Terapias locais:
Injeções penianas, gel intrauretral, bombas de vácuo.

4. Terapia psicológica:
Útil especialmente em casos com causa emocional.

5. Próteses penianas:
Para casos graves ou resistentes a outros tratamentos. Existem modelos semirrígidos e infláveis, com alta taxa de satisfação.

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Quando procurar ajuda médica?

Se a dificuldade de ereção for frequente ou persistente, não ignore. A disfunção erétil pode ser um sinal precoce de problemas cardiovasculares e merece avaliação especializada.

Próteses penianas: uma solução eficaz e definitiva

Quando os tratamentos convencionais não funcionam, a prótese peniana pode ser uma excelente opção. Trata-se de um dispositivo implantado cirurgicamente dentro do pênis, que permite ao homem ter ereções sempre que desejar, de forma segura e controlada.

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Tipos de prótese peniana:

– Semirrígida (maleável): Mais simples e com menor custo, permite manter o pênis em posição funcional, podendo ser ajustado manualmente.

– Inflável (hidráulica): Possui sistema de bomba que simula a ereção natural. É mais discreta e tem aparência mais próxima da fisiológica.

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Vantagens da prótese:

– Alta taxa de satisfação
– Retorno da vida sexual com segurança
– Solução definitiva para casos graves
– Preservação da sensibilidade e do orgasmo

Lucas Lampert, médico urologista  | abc+



Lucas Lampert, médico urologista

Foto: Divulgação

 

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