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Doenças urológicas: quando o silêncio vira risco de saúde

Informação e prevenção são fatores fundamentais para lidar com as possíveis complicações

Durante muito tempo, a saúde do homem ficou em segundo plano. Entre a rotina corrida, o trabalho, a vergonha de exames, o medo de diagnósticos e a ideia de que ‘está tudo bem’ muitos sinais importantes são ignorados. O resultado aparece nas doenças que poderiam ser prevenidas ou tratadas precocemente, e só são descobertas quando já impactam a qualidade de vida. Falar sobre saúde masculina é, antes de tudo, um convite ao autocuidado — e a informação é o primeiro passo.

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Ainda que os homens atualmente se preocupem mais com a saúde própria, os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o público masculino vive, em média, 7,6 anos menos que as mulheres. Hoje, a expectativa de vida é de 79,8 anos para as mulheres, enquanto para os homens é de 72,2 anos. Os fatores variam desde a genética (as mulheres têm dois cromossomos X que oferecem proteção extra para várias doenças), até consumo mais intenso de fumo e álcool entre os homens, além de causas externas, como acidentes, homicídios e suicídios.

Doenças que mais afetam os homens

Outro fator agravante é que os homens costumam procurar ajuda médica apenas quando os sintomas se tornam incômodos ou persistentes. Doenças cardiovasculares, câncer de próstata, diabetes, alterações hormonais, problemas urológicos e questões ligadas à saúde sexual estão entre as principais complicações que afetam o público masculino — muitas delas silenciosas, mas evitáveis com informação, prevenção e acompanhamento médico regular.

De acordo com o urologista Dr. Lucas Lampert, cuidar da saúde é uma escolha inteligente para manter-se saudável, e falar sobre sintomas não é sinal de fraqueza ou ameaça à masculinidade. “O acompanhamento regular com um urologista pode prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida”, reforça.

Para quem pensa que o urologista cuida unicamente da próstata, ele alerta que o médico trata também de outras questões, como a bexiga e trato urinário, rins, saúde sexual masculina, fertilidade e incontinência urinária, e muitas doenças surgem sem sintomas.

Urologista Dr. Lucas Lampert | abc+



Urologista Dr. Lucas Lampert

Foto: Divulgação

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 Saúde urológica e sexual

Mesmo que algumas enfermidades surjam no silêncio, alguns sintomas não devem ser ignorados. São eles:
• Dificuldade para urinar;
• Ardor ou dor ao urinar;
• Sangue na urina;
• Dor lombar persistente;
• Alterações na função sexual.

Câncer de próstata: É a segunda doença mais comum entre os homens brasileiros, atingindo na maioria dos casos, a população masculina acima dos 60 anos. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) estimavam para 2025 o aparecimento de mais de 70 mil novos casos. “Quando o câncer de próstata é descoberto cedo, as chances de cura chegam a 90%”, frisa. Exames preventivos ainda são tabus e a falta de informação resulta na não realização de tratamentos que poderiam ser iniciados antes. Dr. Lampert explica que há dois exames: o PSA (Antígeno Prostático Específico), feito com coleta de sangue, e o toque retal. Ambos se complementam.

Disfunção Erétil (DE): Em muitos casos está associada a doenças metabólicas, cardiovasculares ou como efeito colateral de medicamentos. O tempo de tratamento varia conforme a abordagem escolhida: medicamentos orais, mudança de hábitos, ondas de choque ou cirurgia.

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Hiperplasia Prostática Benigna (HPB): A doença causa um aumento na próstata e atinge cerca de 50% dos homens após os 50 anos. Mas, pode surgir em homens de todas as idades. A condição não é cancerígena ou aumenta o risco, e pode ser tratada de diferentes maneiras, com medicação e até procedimentos pouco invasivos. Atenção para alteração no jato urinário e aumento da frequência durante a noite.

Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) | abc+



Hiperplasia Prostática Benigna (HPB)

Foto: AdobeStock

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Incontinência urinária: Trata-se da perda involuntária de urina, muitas vezes associada à fraqueza muscular ou doenças neurológicas.

Infecções do Trato Urinário (ITUs): O alerta pode surgir com sintomas de dor, ardência e urgência para urinar, e até febre. O diagnóstico precoce permite controlar a infecção. Mas, quando não tratadas, podem se espalhar para os rins.

Infertilidade: Compromete a capacidade de gerar filhos e pode ter diversas razões: varicocele, alterações na produção de espermatozoides; bloqueios no sistema reprodutor; disfunção erétil; ejaculação retrógrada; alterações genéticas; doenças crônicas; contato com substâncias tóxicas; consumo de álcool e drogas; sedentarismo e obesidade.

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Noctúria: É quando o homem levanta uma ou mais vezes por noite para urinar. Esse é um alerta que algo no organismo está desequilibrado. “A noctúria fragmenta o sono, impede a recuperação adequada do corpo e impacta diretamente a energia, o humor e a saúde ao longo do dia”, aponta Dr. Lampert.

Check-up masculino para minimizar danos

O urologista é uma figura fundamental na saúde integral do homem. Dr. Lampert destaca que a partir da visita regular urológica é possível estabelecer quais exames são necessários por faixa etária. Normalmente, os exames de rotina iniciam a partir dos 45-50 anos. Se houver algum fator de risco, como histórico familiar de doença em primeiro grau (pai e irmãos), a visita ao médico deve ser adiantada.

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Além disso, outros fatores podem influenciar no aparecimento de novas complicações. Para evitar, algumas dicas incluem manter uma alimentação equilibrada e a prática de atividade física regular, controlar o estresse, evitar o tabagismo e o consumo de álcool em excesso. É importante salientar que, o cuidado com a saúde masculina deve ser lembrado também fora do mês de novembro, quando ocorrem as campanhas de conscientização e prevenção do Novembro Azul.

 

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