A Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) ganhou um novo aliado para o ensino da Medicina. É o Centro de Simulação Clínica que já passará a ser utilizado nas aulas a partir do segundo semestre de 2025. Para a criação do complexo, formado por 12 salas equipadas com simuladores de alta, média e baixa complexidade, a Aelbra (mantenedora da Ulbra) investiu mais de R$ 6 milhões em equipamentos, estrutura e softwares.
Segundo o coordenador do curso de Medicina da Ulbra Canoas, Marcelo Guerra, o Centro de Simulação Clínica da Ulbra tem simuladores exclusivos para as aulas práticas de Medicina e serão usados por acadêmicos cursando a partir do segundo semestre. “São equipamentos que estão no mesmo nível dos que são utilizados nos melhores centros de simulações do país. Já estamos montando um cronograma de aprendizado, e os docentes estão em treinamento para utilizarem ao máximo o recurso”, ressalta.
Os ambientes do Centro podem ser adequados para diferentes cenários e níveis de complexidade do cotidiano médico assistencial. “Os simuladores são programados para dar informações sobre o estado de saúde do paciente. Os alunos terão atendimentos de emergências obstétricas, pediátricas e de adultos”, afirma o coordenador do Centro de Simulação Clínica, Rogério Schneider.
O médico e professor destaca que o Centro prepara os alunos para a fase dos estágios em hospitais e contribui para a segurança dos pacientes: “A ideia é que o aluno já tenha uma formação bem precisa para as situações críticas. A capacitação faz com que eles cometam menos erros. Há cenários para desenvolver habilidades técnicas e não técnicas, como a comunicação de má notícias para familiares.”

Foto: Divulgação/Ulbra
Treinamento de docentes
Um grupo com 40 docentes de Medicina foi o primeiro a participar de treinamentos na Ulbra sobre o funcionamento e a operação do Centro de Simulação Clínica. Eles tiveram práticas com cenários de atendimentos na pediatria, na obstetrícia, em traumas e em uma emergência adulta. Em todos os casos foram usados simuladores de pacientes, como no caso do manequim adulto, que era hipertenso, fumante e com cardiopatia. “Os alunos aprenderão os riscos da vida profissional. Nas salas eles podem errar, repetir o procedimento e ver novas condutas”, comenta o professor de Cardiologia Marco Fossati. “É fundamental ter essa simulação, pois é uma oportunidade de ter uma formação mais avançada. Eles colocam em prática o que aprendem na teoria.”

Foto: Divulgação/Ulbra
Os espaços são equipados com sala de controle com computadores, sendo possível monitorar o que ocorre dentro da sala de simulação e interagir com os participantes por meio de microfones. O ambiente ainda permite observação por grupos de alunos através de janelas de vidro espelhado.

Foto: Divulgação/Ulbra

Foto: Divulgação/Ulbra
Ambientes de simulação disponíveis
• Consultórios e enfermarias
• Sala de emergência
• Leito de UTI adulto
• Leito de UTI pediátrico
• Centro cirúrgico
• Ambiente pré-hospitalar
• Centro obstétrico
• Simulação ecografia
Como são os simuladores
Alta fidelidade: Simulação de atendimento de situações de urgência e emergência em ambiente intra-hospitalar, com uso de cenário e equipamentos de alta fidelidade e complexidade. Nessas salas também é possível fazer simulações que permitam o ensino de habilidades comportamentais e de liderança.
Média fidelidade: Simulação de atendimento intrahospitalar, tanto em situações de urgência, quanto para realização de procedimentos eletivos. Contam com manequins e equipamentos de uso hospitalar, como carro de urgência e desfibrilador elétrico, material para via aérea avançada e para acesso venoso de urgência.
Baixa fidelidade: Dedicados à prática de habilidades específicas como a imobilização da coluna cervical, ressuscitação cardiopulmonar em ambiente extra-hospitalar (ventilação boca a boca, compressões torácicas, uso do desfibrilador externo automático), obtenção de acesso venoso e intraósseo, entre outros.
Saiba mais:
ulbra.br/vestibular