Revisitar o passado para entender os desafios ambientais e climáticos do presente e planejar o futuro do planeta de forma mais consciente. Este é um dos objetivos da exposição Extinção: passado, presente e futuro, que abre ao público hoje, 26 de maio, no Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS, em Porto Alegre.
A maior exposição já realizada na instituição é um convite para que as pessoas conheçam fatos importantes que resultaram nas cinco grandes extinções em massa ao longo de mais de 400 milhões de anos. Em mais de mil metros quadrados, o público encontrará 15 espaços com tótens explicativos e mostra de fósseis, esqueletos, reconstruções em tamanho real, jogos, projeções e recursos interativos conectando ciência, tecnologia e educação ambiental de forma acessível. Inclusive, a própria exposição utiliza materiais reciclados em sua composição.
A proposta surgiu a partir da observação das próprias coleções e acervo. “Pensamos em falar da preservação da biodiversidade diante de tantas mudanças climáticas e ambientais, e das extinções, e como enxergamos isso”, explica a coordenadora de processos museais do Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS, Simone Monteiro. “A partir das nossas pesquisas, trazemos o tema das extinções das espécies, quais são as nossas influências na biodiversidade, e como vamos vivenciar o futuro, pois agora somos conscientes do que está acontecendo.”

Foto: Divulgação/PUCRS
O Ministério da Cultura apresenta a exposição Extinção, que faz parte do Plano Trianual de Atividades do Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS, financiado pela Lei Rouanet, com patrocínio Mantenedor Nubank; patrocínio Master Marcopolo; patrocínio de Ultra, Ultragaz, Ipiranga, Instituto Unimed Porto Alegre, Unimed Porto Alegre e Statkraft; apoio de Grupo Ferrarin, Agrofel, Rio Grande Seguros e Previdência, Icatu, Stihl e Farmácias São João; e realização do Museu de Ciências e Tecnologia PUCRS, da Associação dos Amigos do Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS e do Ministério da Cultura – Governo Federal – do lado do povo brasileiro.
Aceleração da taxa de extinção
Para o curador da exposição, Lucas Sgorla, é preciso falar de extinção para destacar a importância da preservação da vida. “Como Museu universitário, temos diversos pesquisadores das áreas de zoologia e paleontologia que atuam como assessores científicos da exposição. E as pesquisas apontam que as taxas de extinção nesses últimos séculos cresceram exponencialmente”, aponta.
A taxa natural diz que, em um período de cem anos, a cada dez mil espécies, uma desaparece. Hoje, estudos apontam uma taxa muito mais elevada, podendo ser até 10 mil vezes maior do que a taxa natural. “Há cientistas que entendem a situação como muito dramática. Outros, que já não existe mais solução. Nós entendemos que ainda há como mudar esse quadro. E é isso que queremos estimular nos visitantes”, reforça.
Tema sério com experiências lúdicas e interativas
A exposição é apresentada de maneira lúdica, interativa, planejada para oferecer também lazer e diversão.
Os 15 espaços trazem os temas As cinco grandes extinções, Antes da era dos dinossauros, Período Triássico, Período Jurássico, Período Cretáceo, Época Pleistoceno, Calçada da fama mesozoica, Gigantes à vista, O avanço de uma nova espécie, Extinção nos oceanos, Coleções científicas: o registro da vida na Terra, Extinção no Brasil, Missão: sustentabilidade, Uma sexta extinção em massa?, e O X da questão. “Teremos um panorama do passado com os cinco momentos da extinção em massa, em que, pelo menos, 3/4 das espécies deixaram de existir. O presente mostrará o que está acontecendo nos oceanos e biomas brasileiros”, adianta Sgorla.
Os visitantes poderão comparar seus pés e mãos com as pegadas de diferentes dinossauros, ficar frente a frente com animais do passado e responder um quiz sobre sustentabilidade, somando pontuação e identificando como seus hábitos impactam o ambiente e os animais.
A mostra também levanta um questionamento sobre o futuro da humanidade. “Além de todas essas ameaças e o desequilíbrio ambiental, queremos provocar o questionamento de até que ponto, a espécie que se denomina Homo sapiens não é uma ameaça a si mesma?”, aponta Sgorla.

Foto: Divulgação/PUCRS
Iniciativas sustentáveis da PUCRS:
Instituto do Meio Ambiente (IMA)
O Instituto do Meio Ambiente (IMA) da PUCRS atua no desenvolvimento de pesquisas e soluções voltadas à preservação ambiental, sustentabilidade e enfrentamento das mudanças climáticas. A iniciativa aproxima ciência e sociedade ao produzir conhecimento aplicado sobre conservação, biodiversidade e gestão ambiental.
Pró-Mata
O Centro de Pesquisas e Conservação da Natureza Pró-Mata é uma dasprincipais áreas de pesquisa ambiental ligadas à Universidade, dedicada à conservação da Mata Atlântica no Rio Grande do Sul. O espaço contribui para estudos sobre biodiversidade, impactos climáticos e preservação de ecossistemas naturais, funcionando como um laboratório vivo para pesquisa científica e educação ambiental.
Núcleo de Sustentabilidade e Gestão Ambiental
O Núcleo de Sustentabilidade e Gestão Ambiental promove ações institucionais voltadas à redução de impactos ambientais dentro da Universidade. Entre os focos estão gestão de resíduos, eficiência energética, consumo consciente e disseminação de práticas sustentáveis alinhadas aos desafios climáticos contemporâneos.
Cátedra Fulbright
A Cátedra Fulbright na PUCRS amplia o intercâmbio internacional de conhecimento em áreas estratégicas, incluindo sustentabilidade e mudanças climáticas. A iniciativa conecta pesquisadores brasileiros e estrangeiros para discutir soluções globais ligadas ao meio ambiente, inovação e desenvolvimento sustentável.
Instituto em Simulação e Monitoramento para Assistência ao Indivíduo em Eventos Climáticos Extremos (INCT-SiM-AI)
O INCT-SiM-AI desenvolve tecnologias e pesquisas voltadas à prevenção, monitoramento e resposta a eventos climáticos extremos. A iniciativa reúne especialistas de diferentes áreas para criar soluções que auxiliem na proteção de populações vulneráveis diante de desastres ambientais cada vez mais frequentes em razão das mudanças climáticas.
Serviço:
O quê: Exposição Extinção: passado, presente e futuro
Horário: terça a sexta-feira, das 9 às 17 horas
sábados e domingos, das 10 às 18 horas
Onde: Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS (Avenida
Ipiranga, 6681, prédio 40), em Porto Alegre
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