Os alunos do curso de Medicina da Ulbra Canoas participaram da simulação de um atendimento de uma mulher de 22 anos, vítima de trauma grave provocado por acidente de trânsito. A prática, que ocorreu em frente ao prédio 1 do campus Canoas, teve início na ambulância histórica restaurada para práticas acadêmicas e se encerrou no Centro de Simulação Clínica da Universidade. Os acadêmicos puderam testar os conhecimentos desde o socorro inicial ao paciente, passando pelo contato com a central de regulação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) até o atendimento na sala de simulação realística para Urgências e Emergências.
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Estudantes analisaram condição do paciente com uso de equipamentos modernos
Foto: Divulgação
Na primeira etapa da prática, a equipe isolou o local do acidente, imobilizou a jovem e a conduziu até o interior da ambulância para em seguida contatar a central de regulação e informar as condições de saúde da jovem. “Fizemos uma avaliação rápida no chão e depois uma mais profunda no interior da ambulância. Durante a conduta, foi definida a transferência imediata para uma unidade especializada. Aprendemos a importância da agilidade”, ressaltou Lorenzo Bagatini, 24 anos, estudante do 10º semestre.
Em um segundo momento, os acadêmicos atenderam na sala vermelha (Urgências e Emergências) do Centro de Simulação Clínica da Ulbra, onde fizeram novos exames e definiram as condutas médicas para salvar a vítima (agora um boneco que simula situações reais) que apresentou sinais agravados. “Somos a única Universidade com esse cenário de simulação de atendimento pré-hospitalar na íntegra. Os alunos participaram de todas as etapas do atendimento de urgência e emergência: reconhecimento precoce de sinais de choque hemorrágico, intervenção imediata, comunicação eficiente, monitorização contínua e reavaliação”, explicou o coordenador do Centro de Simulação Clínica, o médico Rogério Schneider. Um grupo de alunos acompanhou a ação da sala de observação. “A prática também foi gravada para depois ser analisada”, contou Schneider.
Já a professora da disciplina de Emergência e Trauma da Medicina da Ulbra, Roberta Dalcin, destacou que situações como o acidente são desafios que os alunos enfrentam no dia a dia de um hospital. “Os cenários vão mudando de acordo com os comandos que enviamos para os simuladores. É possível que o paciente melhore ou piore a condição física. A conduta realizada no atendimento que vai determinar”, comentou. No 6º semestre do curso, Bruna Schmidt, 30 anos, se sentiu em um pronto socorro. “O que vivenciamos parece real. Até a adrenalina do atendimento, eu senti. Com certeza, vou chegar mais preparada no estágio.”
Coordenador do Centro de Simulação Clínica, Dr. Rogério Schneider, e os alunos
Foto: Divulgação
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Ambulância de cinema
A Ulbra reformou uma ambulância histórica para as aulas práticas de Medicina. O veículo, um Ford F150 XL S ano 1991, foi importado dos Estados Unidos e é um exemplar raro no Brasil. Com capacidade para cinco pessoas, possui suspensão ajustável conforme o terreno e um baú projetado com UTI móvel. É um modelo frequentemente visto em produções cinematográficas. Adquirida em 1996 para o plano Ulbra Saúde, a ambulância já foi utilizada em atendimentos domiciliares em Porto Alegre e Tramandaí.
Centro de Simulação Clínica
O Centro de Simulação Clínica da Ulbra é composto por 12 salas equipadas com simuladores de alta, média e baixa complexidade. Os ambientes podem ser adequados para diferentes níveis de complexidade do cotidiano médico assistencial. A sala vermelha simula atendimento de situações de urgência e emergência em ambiente intra-hospitalar. Os simuladores são programados para dar informações sobre o estado de saúde do paciente em situações práticas de emergências em adultos, gestantes e crianças.
Ulbra Canoas simulação de acidente
Foto: Divulgação
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Ulbra Canoas simulação de acidente
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Ulbra Canoas simulação de acidente
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