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Talento não tem idade: o diferencial competitivo dos 50+

SinmaqSinos aposta na valorização do profissional sênior para fortalecer a sustentabilidade na indústria

Em um setor movido por tecnologia, precisão e inovação, a indústria de máquinas vive um novo olhar sobre o que realmente impulsiona resultados: pessoas. E, cada vez mais, a experiência se consolida como um diferencial competitivo estratégico.

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A contratação de profissionais 50+ vem ganhando espaço nas empresas do segmento, não apenas como uma pauta de responsabilidade social, mas como uma decisão inteligente de negócios. Em um mercado que enfrenta desafios como a escassez de mão de obra qualificada e a necessidade constante de adaptação tecnológica, a vivência acumulada ao longo de décadas se traduz em decisões assertivas, cultura de segurança e capacidade de mentoria para as novas gerações.

Por isso, o Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Industriais e Agrícolas de Novo Hamburgo e Região (SinmaqSinos) se posiciona como protagonista na articulação de boas práticas e no fortalecimento da indústria regional, incentivando empresas a enxergarem o capital humano em sua totalidade.

Momento de transformação

A indústria de máquinas vive um momento decisivo. A modernização dos equipamentos, cada vez mais automatizados e digitalizados, elevou o nível de exigência técnica dentro das fábricas. Operar, programar e manter sistemas complexos passou a demandar um perfil profissional altamente qualificado — e cada vez mais difícil de encontrar no mercado.

Conforme Guilherme Schaab, coordenador comercial do SinmaqSinos e da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), o setor sente de forma intensa os impactos dessa transformação tecnológica somados à escassez de mão de obra. “Hoje, há dificuldade especialmente para preencher vagas técnicas e estratégicas, como nas áreas de manutenção, automação e funções que exigem conhecimentos digitais e tecnológicos”, afirma. Ao mesmo tempo, a menor atração de jovens para a indústria agrava o cenário, limitando a capacidade de ampliar a produção, elevar a produtividade e acelerar a inovação.

Guilherme Schaab, coordenador comercial do SinmaqSinos e da Abrameq | abc+



Guilherme Schaab, coordenador comercial do SinmaqSinos e da Abrameq

Foto: Divulgação

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Reconhecimento do público 50+

Um movimento começa a ganhar força: a valorização e contratação de profissionais 50+. Segundo Schaab, muitas empresas já reconhecem que esses colaboradores trazem experiência prática, conhecimento aprofundado dos processos produtivos e uma visão sistêmica do negócio — atributos essenciais em um momento de transição tecnológica. Mais do que ocupar posições técnicas, os profissionais sênior contribuem para a retenção de conhecimento e para a transferência de competências às novas gerações, reduzindo os impactos da escassez de mão de obra qualificada.

É nesse debate que o SinmaqSinos assume papel estratégico. Ao fomentar um ambiente industrial mais competitivo e sustentável, o sindicato tem atuado como articulador entre empresas, entidades formadoras e lideranças do setor, reforçando que a competitividade passa pela valorização de talentos em todas as fases da vida profissional.

Iniciativas de desenvolvimento

Schaab destaca que a pauta da diversidade etária também é trabalhada de forma estruturada por meio do Grupo de RH do SinmaqSinos, que reúne gestores das associadas para discutir escassez de mão de obra, retenção de talentos e integração entre gerações. “O sindicato também promove qualificações, palestras e fóruns voltados ao desenvolvimento do capital humano e à preparação das indústrias para um mercado de trabalho mais longevo”, aponta. Desde 2014, mantém ainda o Programa Indústria Jovem, iniciativa focada na qualificação e inserção de novos profissionais no setor — reforçando a importância da união entre juventude e experiência.

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Visão estratégica

Para Schaab, a valorização dos profissionais 50+ é uma estratégia concreta para fortalecer a competitividade da indústria do Vale do Sinos. “Em um cenário desafiador, a experiência acumulada, o conhecimento técnico aprofundado e a maturidade na tomada de decisão impactam diretamente produtividade, qualidade e eficiência operacional”, reforça. Integrar a vivência dos profissionais sênior à inovação e à energia das novas gerações promove a criação de um ambiente mais equilibrado e sustentável, reduzindo perdas de conhecimento, fortalecendo a competitividade da indústria. É uma forma de sustentar o crescimento e a força da indústria regional a longo prazo.

Experiência que fica: o exemplo da BKS

A valorização dos profissionais 50+ já é realidade dentro das indústrias do setor. Na BKS Indústria e Comércio de Máquinas (Novo Hamburgo), empresa associada ao SinmaqSinos, a experiência é vista como parte da cultura organizacional.

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Atualmente, a empresa conta com 78 colaboradores — entre eles três jovens aprendizes, três estagiários e 11 profissionais acima de 50 anos, com trajetórias consolidadas dentro da organização que variam de dez a 25 anos de atuação.

Segundo Neusa Maria Bohn, responsável pelo Recursos Humanos da BKS, o comprometimento, a vivência profissional e a estabilidade em empregos anteriores estão entre os principais fatores considerados nos processos seletivos. “Temos funcionários com bastante tempo de empresa e muitos desses dizem que querem se aposentar aqui, acho positivo”, destaca.

Colaboradores da BKS | abc+



Colaboradores da BKS

Foto: Divulgação

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Atuação que impacta: a visão da Bremm Peck

Na Bremm Peck (São Leopoldo), a experiência também é reconhecida como um diferencial competitivo dentro da indústria de máquinas. Para Adriana Jaqueline Martins Nericke, responsável pelo setor de Recursos Humanos, os profissionais 50+ agregam especialmente pela vivência prática e pela postura diante dos desafios do dia a dia.

Segundo Adriana, esses colaboradores costumam trazer mais segurança na execução das atividades, resolvendo problemas com agilidade e maturidade. “São profissionais que tendem a permanecer mais concentrados no seu posto de trabalho, dedicados à entrega, sem perder o foco”, avalia.

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Para Adriana, a experiência com colaboradores que atuaram por longos anos na organização deixou um aprendizado importante: “São da geração que, quanto maior o tempo de empresa, melhor o resultado, o que de certa forma para as empresas também é uma boa opção, visando o conhecimento adquirido e moldado pelo tempo de serviço desempenhado.”

Colaborador da Bremm Peck | abc+



Colaborador da Bremm Peck

Foto: Divulgação

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@oficialindustriajovem

@sinmaqsinos

 

 

O artigo publicado neste espaço é de inteira responsabilidade de seu autor.
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