Como funciona o ciclo da água, sua importância e impacto na vida do planeta são questões que se aprende em sala de aula. Mas, com atividades interativas, os conhecimentos podem ser adquiridos de um jeito divertido. Esta é a proposta da exposição itinerante Olho D’Água – Artes Líquidas e Águas Visuais, que ganha vida no Parque do Gaúcho, nas dependências do Parque Eduardo Gomes, no bairro Fátima.
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Foto: Nicole Goulart/Especial
Patrocinado pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e realizado pelo Ministério da Cultura, a exposição trata de forma lúdica temas importantes para a preservação do meio ambiente e para a qualidade de vida dos seres humanos e animais.
A proposta se divide em três espaços, apresentando os assuntos de forma diferente: uma animação com uso de óculos de realidade virtual fala sobre ciclo da água, relação com povos indígenas e quilombolas e estações de tratamento; o jogo jenga traz perguntas e respostas sobre desmatamento, rios, fauna, entre outros; e uma maquete explica a história da água, seu manuseio e funcionamento das hidrelétricas.
Ao todo, mais de 700 crianças de 18 escolas públicas devem passar pelo espaço entre segunda (16) e quarta-feira (18). A exposição deve ser aberta para o público geral na quinta-feira (19), a partir das 14 horas. A entrada é gratuita. O espaço fica próximo ao Multipalco. Em caso de chuva, toda a estrutura será transferida para a Emef Rio de Janeiro, no bairro Mathias Velho.
Hora de aprender a cuidar da água
O que mais chamou a atenção dos estudantes foi a animação, assistida com uso de óculos de realidade virtual. O desenho, narrado por uma sapa simpática, explica o ciclo da água, queimadas, assoreamento, esgoto e estações de tratamento. Além disso, tratam da relação histórica dos povos indígenas e quilombolas com a água.
Quem gostou e aprendeu muito com a atividade foi o estudante Francisco Nunes do Santos, 9 anos, do 4º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Coronel Francisco Pinto Bandeira. “Eu achei legal. Eu vi sobre a água, a sujeira na água, fogo nas árvores e chuva. Aprendi que não se deve jogar lixo no chão e na água”, afirma.
O seu colega Gustavo Silva de Souza, 10, também do 4º ano, também entendeu a lição. “Aprendi que não pode jogar lixo na água e não pode botar fogo na floresta”, comenta. “O fogo me chamou a atenção. Na hora que o sapo falou, me surpreendeu porque não pode botar fogo na floresta”, completa.
Para a professora de Tecnologias da escola, Maria Rita Ramos, a atividade impacta na formação dos estudantes. “É para entenderem a sustentabilidade e que a nossa água potável está escassa. Tudo que for para trazer conhecimento, conscientização, é importante”, ressalta.
Além da Emef Pinto Bandeira, as escolas Nelson Paim Terra, General Osório, David Canabarro, Cirne Lima e Paulo VI também visitaram a exposição nesta segunda-feira.
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Gerar consciência
A secretária de Educação, Beth Colombo, agradeceu a oportunidade dada aos estudantes de visitar a mostra. “Eu tenho certeza que cada um de vocês, depois que passarem pela exposição e tiverem a oportunidade de assistir através do óculos 3D, vai chegar em casa e vai contar para os irmãos, amigos, pai e mãe o quanto nós somos responsáveis pela qualidade da água que consumimos. Mais do que isso, a responsabilidade para que ela não nos falte”, declara para os alunos na abertura do evento.
Para a gerente de Relações Instituições da Corsan na Região Metropolitana, Renata Rohde, é difícil tornar esses assuntos em algo claro e acessível para todos os públicos, mas atividades assim ajudam na conscientização.
“O esgoto é mais difícil de tangibilizar e as pessoas não tem tanto cuidado com o uso devido, com o desperdício. Quando trazemos eles para essas atividades mais lúdicas gera uma consciência. É poder trazer com elementos mais lúdicos e interativos. Isso tem funcionado e não é atoa que tem rodado o Brasil inteiro”, destaca.
A quarta edição da exposição itinerante começou a rodar pelo Rio Grande do Sul ainda em abril deste ano, já passando por nove cidades, entre elas Canoas. Até março de 2026, outros 22 municípios gaúchos devem ser contemplados no projeto.