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ECONOMIA

AUXÍLIO GÁS: "Esse valor não é suficiente", diz Rui Costa sobre R$ 108 pago a cada 2 meses; governo prevê ampliação do benefício

Reestruturação do programa federal tem objetivo de diminuir efeito do preço do gás de cozinha sobre orçamento das famílias de baixa renda

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Publicado em: 27/08/2025 às 11h:38 Última atualização: 27/08/2025 às 11h:39
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O governo federal vai lançar na próxima semana a ampliação do Auxílio Gás, que garantirá gás de cozinha gratuito a mais de 15,5 milhões de famílias (mais de 46 milhões de pessoas). Essa afirmação foi feita pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, nesta quarta-feira (27).

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Gás de cozinha | abc+



Gás de cozinha

Foto: Laura Rolim/GES-Especial

“Além dos efeitos econômicos, de possibilitar que a pessoa tenha dignidade para cozinhar seus alimentos, nós vamos reduzir muito o índice de queimaduras de crianças, de mulheres, de acidentes domésticos, que na busca por alternativas ao botijão de gás, usam líquidos, entre eles álcool para cozinhar, e com isso gera muitas queimaduras, e nós queremos portanto dar dignidade a essas pessoas”, afirmou o ministro.

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Conforme o governo federal, o projeto de lei vai ser direcionado a famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda igual ou inferior a meio salário mínimo. Atualmente, o Auxílio Gás beneficia cerca de 5,6 milhões de famílias.

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A reestruturação do programa federal tem objetivo de diminuir o efeito do preço do gás de cozinha sobre o orçamento das famílias de baixa renda. O tema é considerado fundamental pelo governo brasileiro para o combate à pobreza energética.

“Esse valor não é suficiente”

Para aprimorar a política vigente do Auxílio Gás, o projeto de lei propõe aumento da disponibilização de recursos, que podem chegar a R$ 13,6 bilhões durante o ano de 2026.

Atualmente, cada família beneficiada recebe R$ 108 a cada dois meses. O valor repassado corresponde a 100% do valor do botijão de gás de cozinha (GLP) de 13 quilos. O repasse é resultado da média nacional do produto, calculado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

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Segundo Rui Costa, o valor não é suficiente para comprar o botijão. “Hoje é um subsídio financeiro, um valor fixo que a pessoa recebe. Só que esse valor não é suficiente para comprar o botijão de gás. Supostamente, ele equivaleria à média do preço nacional, só que tem diferença de até R$ 60 a mais do que o valor médio. Você está falando de um valor médio no Brasil de R$ 109, R$ 105, e tem botijão no Brasil sendo vendido a R$ 160, R$ 170. Então há uma disparidade muito grande de preço a depender da distância, da localização da cidade, da região”, explicou o ministro.

 

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