abc+

NEGÓCIOS

Desaceleração econômica deve impactar produção de calçados, projeta Marcos Lélis

Doutor em Economia participou de reunião do Grupo de Inteligência de Mercado da Assintecal nesta quinta-feira

ico ABCMais.com azul
Publicado em: 26/06/2025 às 14h:15 Última atualização: 27/06/2025 às 14h:34
Publicidade

A desaceleração do crescimento da economia brasileira ao longo do segundo semestre deve impactar na produção de calçados.

Publicidade

Produção de calçados em 2025 será menor que no ano anterior | abc+



Produção de calçados em 2025 será menor que no ano anterior

Foto: Divulgação

O prognóstico é do doutor em Economia e consultor setorial Marcos Lélis, que participou nesta quinta-feira (26) da reunião do Grupo de Inteligência de Mercado da Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal).

Segundo Lélis, as incertezas internacionais, especialmente nos Estados Unidos, vêm impedindo uma diminuição nas taxas de juros praticadas no Brasil, impactando diretamente o consumo das famílias.

“Hoje, 28% da renda das famílias está comprometida com dívidas. Das dívidas, 35% são juros”, explica o economista, lembrando que os juros de longo prazo praticados no Brasil estão em torno de 14%, muito acima dos patamares da pré-pandemia, de 9%”.

Publicidade

Lélis destaca que o cenário indica uma desaceleração na economia brasileira, que no primeiro semestre foi muito impulsionada pela supersafra no agronegócio e pelo consumo das famílias.

A previsão do FMI indica um crescimento de 2,2% no PIB brasileiro, próximo à média dos últimos 20 anos. “A partir de maio, devemos diminuir o ritmo do crescimento, que deve voltar fortalecido somente no último trimestre de 2025, muito em função da base fraca do ano passado”, projeta.

Calçados

Com o cenário internacional mais favorável e o consumo doméstico em arrefecimento, Lélis destaca que a Abicalçados prevê um crescimento entre 1,4% e 2,2% na produção de calçados para 2025, número muito abaixo do incremento registrado em 2024, que foi de 4,3%.

Publicidade

O incremento deve ser puxado pelas exportações, que devem crescer entre 1,2% e 4,1%, também conforme a Abicalçados. “Como o mercado externo absorve entre 10% e 12% da produção, o impacto da queda no consumo doméstico deve ser determinante para o crescimento menor da produção em relação a 2024”, conclui.

Coordenado por Lélis, o grupo setorial de Inteligência de Mercado da Assintecal se reúne a cada dois meses para trazer números atualizados e projeções com base no panorama dos mercados nacional e internacional.

Publicidade
Publicidade