Os pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), muitas vezes, enfrentam o julgamento vel de outros pessoas que não entendem sua sensibilidade a sons e estímulos. Para alguns, o comportamento de um paciente é visto como “birra” ou mau comportamento, julgando, inclusive, os familiares.
Além dos pacientes, as famílias também enfrentam longas jornadas em salas de espera para sessões de terapia, o que gera desgaste emocional e também desafios. Pensando em mudar este cenário, a diretora médica da Doctor Clin, Michele Schneider, em conjunto com coordenadores e equipe de marketing, implementaram ações para promover a conscientização e o acolhimento em seus espaços.

Foto: Divulgação/Doctor Clin
Segundo Michele, a proposta é redesenhar as salas de espera, tornando um ambiente confortável e acolhedor; que considere a longa jornada de espera dessas mães; e proporcione utilizar o local como uma sala de escuta para o grupo de mães enquanto aguarda as terapias dos seus filhos. “Criamos sinalizações visuais indicando que naquele ambiente são atendidas crianças com TEA, que podem ter sensibilidade e reações comportamentais aos estímulos, estimulando que os demais pacientes adotem uma postura empática de acolhimento e cuidado”, explica Michele.
O projeto também prevê a remodelação do ambiente, pensando especificamente nas mães que passam, muitas vezes, 10, 20 ou até 40 horas semanais em sala de espera.
“Isso nos fez pensar em espaços que pudessem acolher essas famílias de forma ampla, proporcionando um ambiente empático para que famílias e pacientes pudessem se sentir à vontade em lidar com essas dificuldades”, afirma Michele.
REALIZAÇÃO
A diretora médica não esconde a felicidade em ver esse projeto concretizado. Entusiasta das terapias especiais, operacionalizou o processo desde o início, com apenas uma sala, até o atual nível de maturidade do projeto, com a institucionalização em toda a rede da Doctor Clin, tanto em Campo Bom, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Esteio, Canoas, Porto Alegre e Gravataí.
“É muito gratificante quando podemos escutar as famílias e perceber que o nosso trabalho fez a diferença na vida delas, ainda que eu não esteja prestando esse atendimento. Como médica, é uma realização imensa”, diz.