O possível fim da escala 6X1 (6 dias trabalhados e 1 de folga) tem movimentado o debate entre entidades empresarias do Estado. A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) reiterou sua posição contrária à redução da jornada de trabalho semanal.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Segundo a entidade, o tema deveria ser tratado por empresas e trabalhadores em processos de negociação coletiva, e não por uma alteração da legislação atualmente em vigor. A entidade lembra que seu posicionamento vai ao encontro do que defende também a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A CNI afirma que queda de produtividade e competitividade no setor industrial estarão entre as consequências caso ocorra a diminuição da jornada de 6×1.
Para o presidente da Fiergs, Claudio Bier, a proposta de impor limite inferior a 44 horas semanais requer um debate maior que considere as particularidades de cada atividade econômica, os segmentos industriais, o tamanho das empresas e as disparidades regionais do País.
Além disso, Bier acredita que a proposta carrega um ônus excessivo ao setor produtivo, elevando os custos das empresas, principalmente em relação à folha de pagamento.
“Qualquer imposição por lei de redução da jornada semanal é prejudicial, trará efeitos negativos para a economia, aumento de custos para as empresas e enfraquecerá o diálogo entre sindicatos, empregadores e empregados”, diz.
Ainda conforme a entidade gaúcha, a eventual redução da jornada também deve afetar pequenas e médias empresas. “No Rio Grande do Sul, 95% das 52 mil indústrias têm até 50 funcionários”, alerta Bier.
A Fiergs também destaca que há setores essenciais que dependem de turnos contínuos e outros “cuja produtividade também está atrelada a um ritmo de trabalho sem interrupções.”
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Prejuízos de acordo com a CNI
Levantamento da CNI revela que a proposta de redução acarretaria aumento de 20,7% nos gastos com empregos formais em toda a economia brasileira e uma elevação de R$ 178,8 bilhões com custos de empregados formais, somente para a indústria.
Na esfera pública, segundo a CNI, os custos com empregos teriam elevação de R$ 150,4 bilhões, o que representa crescimento de 23,7% em relação a 2023. Apenas para os órgãos com status de ministério, por exemplo, haveria aumento de R$ 4,6 bilhões em custos indiretos com fornecedores.