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"É um retrocesso", diz presidente da Fiergs sobre nova tarifa dos EUA

Entidade destaca que setores com forte participação nas exportações para os Estados Unidos tendem a ser os mais impactados

Publicado em: 15/07/2026 às 22h:24 Última atualização: 15/07/2026 às 22h:32
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A confirmação da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros provocou reação da indústria gaúcha. Em nota divulgada nesta quarta-feira (15), o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, classificou a medida como um retrocesso nas relações comerciais entre os dois países e defendeu que o governo brasileiro intensifique as negociações para tentar reverter a decisão.

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Donald Trump mira principais facções criminosas do Brasil

Foto: Casa Branca

Segundo Bier, a nova cobrança reduz a competitividade das empresas brasileiras, aumenta a insegurança para os negócios e pode afetar investimentos, geração de empregos e renda, especialmente no Rio Grande do Sul.

“É um retrocesso nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e impõe mais um desafio à indústria brasileira e gaúcha. É fundamental que o governo brasileiro mantenha as negociações com as autoridades norte-americanas para buscar a reversão dessa medida e ampliar a lista de produtos contemplados por exceções”, afirmou.

A entidade destaca que setores com forte participação nas exportações para os Estados Unidos tendem a ser os mais impactados. Entre eles estão os segmentos de armas e munições, madeira, calçados e tabaco.

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Caso a tarifa seja mantida, a FIERGS também defende a adoção de medidas de apoio às empresas afetadas. Entre as propostas estão linhas especiais de crédito e políticas públicas semelhantes às implementadas no ano passado para minimizar os impactos econômicos.

“O momento exige uma atuação coordenada, técnica e diplomática para preservar a capacidade competitiva da indústria brasileira e minimizar os efeitos sobre a economia e o emprego”, acrescentou o presidente da entidade.

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A tarifa adicional de 25% foi oficializada pelo governo do presidente Donald Trump na noite desta quarta-feira. Até o momento, a Casa Branca confirmou exceções para alguns produtos, como carne bovina e café, mas ainda não divulgou a lista completa das mercadorias que serão atingidas pela nova cobrança. A medida decorre da investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana.

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