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ECONOMIA

Entenda como medida do governo Milei deve beneficiar setor automotivo brasileiro

Governo argentino anunciou que irá reduzir ou eliminar impostos de carros de luxo e veículos elétricos

Juliana Dias Nunes
Publicado em: 29/01/2025 às 16h:00 Última atualização: 29/01/2025 às 16h:10
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A partir de fevereiro, os impostos para carros de luxo e elétricos na Argentina serão reduzidos ou eliminados, a depender do valor do veículo. A medida foi anunciada na última terça-feira (28), pelo ministro da Economia Luis “Toto” Caputo. Segundo o ministro argentino, a mudança deve reduzir o preço da venda dos veículos entre 15% e 20%.

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Foto: AdobeStock

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A Argentina também anunciou, nesta semana, que as tarifas para importação de carros elétricos e híbridos de baixo preço serão zeradas. E como fica o Brasil neste cenário? As entidades ligadas ao setor automotivo comemoram as medidas do governo Milei.

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A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) recebeu o anúncio de forma positiva, especialmente no que diz respeito à criação de novos mercados para o segmento. “É uma medida extremamente positiva em um caminho que entendemos que é preciso criar mercados e volumes na nossa indústria, seja brasileira, argentina, ou outra. Temos uma indústria que produz veículos eletrificados e também recebemos muitos veículos importados”, avalia o presidente da ABVE, Ricardo Bastos.

 

 

Conforme Bastos, com as novas medidas, a venda de veículos eletrificados na Argentina vai crescer. “Este mercado hoje lá é muito pequeno. Em um primeiro momento, este movimento tem vindo ainda muito da China e Europa, mas a Argentina e Brasil tem condições de aproveitar este crescimento para também participar disso. Veículos produzidos no Brasil poderão usar este imposto zerado, beneficia nossa indústria que também está começando.”

O presidente da ABVE lembra que até 2023, o Brasil tinha imposto zero para veículos eletrificados. “Desde o ano passado o imposto começou a subir e subirá em junho novamente para algo em cerca de 30%. Estamos em um caminho diferente, temos volume de vendas maiores, mas poderíamos manter alíquotas reduzidas por mais tempo, por pelo menos um a dois anos”, avalia.

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