O PIB do Rio Grande do Sul vai crescer mais que o nacional em 2026, projeta o vice-presidente da Federasul e coordenador do Núcleo de Economia da entidade, Fernando Marchet. A informação foi detalhada nesta quinta-feira (11), no balanço de fim de ano da entidade.

Foto: Sérgio Gonzalez/Divulgação
Segundo Marchet, o PIB do Brasil deve crescer 1,61% em 2026, puxado principalmente pelo setor de serviços (59%). A indústria deve crescer 22% e, o agronegócio, 6%. Já o PIB do Rio Grande do Sul deve crescer 3,02%, puxado especialmente pela expectativa de uma boa safra de grãos.
O especialista diz que o cenário aponta para o desempenho industrial aquém do esperado, com tendência de maior impulso fiscal em função do ano eleitoral. Nos últimos anos, segundo ele, a economia nacional cresceu a partir do aumento do gasto público, expansão do mercado de crédito e ampliação da transferência de renda.
“O modelo de expansão recente, baseado em estímulos à demanda, vem apresentando sinais de esgotamento, a partir da falta de disponibilidade de mão de obra, do efeito da taxa de juros sobre a atividade e da limitação fiscal”, explica. Marchet pontua que o menor nível de desemprego da série histórica, aliado à perda de ritmo na geração de empregos, sinaliza que esse movimento está próximo de um limite.
A expectativa da Federasul para 2026 é de uma inflação de 4,5%, com a taxa básica de juros (Selic) a 13%. No cenário global, o vice-presidente da entidade diz que “as negociações com os Estados Unidos vêm diminuindo o nível de incerteza relacionado ao comércio global”.
Desafios
O presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, destaca que o cenário pós-tragédias climáticas deixa o Rio Grande do Sul em uma posição desafiadora para 2026. “Mais do que nunca é preciso ter uma visão sistêmica do papel da sociedade civil organizada”, frisa. O dirigente acredita, no entanto, que os valores, princípios e virtudes dos gaúchos vão impedir que o Estado caia ainda mais.
Na opinião do presidente da Federasul, o Brasil também terá um ano difícil. “Será uma jornada cheia de nuances, inclusive pelo ano eleitoral“, destaca, adiantando que, em janeiro, a entidade vai lançar o movimento “Acorda Rio Grande”, apontando os temas que precisam ser enfrentados pelo Estado e encaminhamentos que precisam ser dados pelos candidatos ao governo gaúcho.