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FELIPE MENEZES: A automação chegou nas mentes, e agora?

Por décadas a gente achou que o risco era substituir braços. Quando a esteira entrou na fábrica, o operário perdeu a tarefa repetitiva. Aí veio a inteligência artificial...

Publicado em: 14/06/2026 às 22h:38 Última atualização: 14/06/2026 às 22h:38
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O Web Summit Rio terminou na última quinta-feira (11). Não estive lá, mas acompanhei de perto. Uma palestra do Silvio Meira repercutiu bastante nas redes e fui atrás do artigo acadêmico que ele usou como base. O tema: a automação chegou nas mentes. Por décadas, a gente achou que o risco era substituir braços. Quando a esteira entrou na fábrica, o operário perdeu a tarefa repetitiva. Aí veio a inteligência artificial e fez o mesmo com o raciocínio de rotina. Não são mais braços em risco. São mentes.

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Felipe Menezes é o novo colunista de inovação e tecnologia do Grupo Sinos | abc+



Felipe Menezes é o novo colunista de inovação e tecnologia do Grupo Sinos

Foto: Divulgação

Já vimos esse filme antes. O operário que virou técnico. O técnico que virou gestor. Cada onda de automação empurrou o humano um degrau acima. Agora acontece de novo, só que no escritório. Um estudo recente mostrou que cientistas gastam menos tempo gerando ideias e mais tempo julgando ideias geradas por máquinas. A profissão não desapareceu, ela mudou de andar. O problema é que ninguém ensinou ninguém a subir esse degrau. A escola ainda forma executores num mundo que precisa de orquestradores.

O que sobra pro humano quando a máquina faz o trabalho cognitivo? Julgamento. Contexto. Responsabilidade. A capacidade de perguntar se a resposta certa está resolvendo o problema certo. Isso não é pouco, mas também não é automático. Não nasce com diploma nem vem junto com o acesso a uma ferramenta de IA. Precisa ser desenvolvido, praticado, levado a sério. E talvez seja exatamente isso que nenhuma organização, escola ou governo esteja fazendo o suficiente. Por enquanto.

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