A bola que precisa ir pra tomada
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A bola oficial desta Copa do Mundo, a Trionda, parece uma bola comum. Mas por dentro ela carrega um chip com sensor de movimento que envia dados 500 vezes por segundo para a central de arbitragem, rastreando posição, rotação e o impacto exato de cada chute em tempo real.

Foto: ALEX GRIMM/GETTY IMAGES/AFP
Antes de cada jogo, a bola precisa ser carregada por indução, como um celular. Os dados transmitidos pela Trionda são cruzados com câmeras dos estádios e alimentam o VAR, permitindo decisões em frações de segundo.
Democratização da IA
Pela primeira vez, a Fifa disponibilizou a mesma plataforma de inteligência artificial para todas as 48 seleções participantes, das maiores potências às estreantes. O sistema, chamado Football AI Pro, processa mais de duas mil métricas por partida e auxilia comissões técnicas em análise tática e de desempenho.
O princípio por trás disso é simples e poderoso: dar ao Haiti as mesmas ferramentas da Alemanha não foi consequência automática da tecnologia. Foi uma escolha deliberada da Fifa.
Convocado pelo LinkedIn
Cabo Verde é uma das quatro seleções estreantes nesta Copa. E a história de um de seus jogadores é difícil de acreditar. O zagueiro Roberto Lopes, nascido na Irlanda, só descobriu que poderia representar a seleção africana, terra de seu pai, quando recebeu uma mensagem do técnico no LinkedIn em português.
Sem entender o idioma, achou que era spam e ignorou. Ele esteve na Copa e ajudou Cabo Verde a empatar com a Espanha. Às vezes, a tecnologia mais simples entrega o resultado mais improvável.