Estive esta semana na Gramado Summit, um dos maiores eventos de inovação da América Latina, que reuniu mais de 20 mil pessoas em três dias de palestras, debates e trocas no Serra Park, em Gramado. O tema desta edição foi Make It Human, algo como “torne-o humano”, uma provocação direta sobre o momento que vivemos. Enquanto a tecnologia acelera, o que fazemos com o humano que existe em cada um de nós?

Foto: GES
O evento trouxe uma curadoria incomum para o universo da inovação. Além de executivos e empreendedores, passaram pelo palco principal antropólogos, psicanalistas, artistas e pensadores. Cada dia foi guiado por um tema: o despertar humano, humanizar para escalar e o novo valor humano. A mensagem central era clara: criatividade, empatia e comportamento humano não são obstáculos à inovação. São o diferencial competitivo que nenhuma máquina consegue replicar.
Durante o evento, fiz uma pergunta para vários participantes: como inovar sem imitar? As respostas foram diversas, mas a tensão era a mesma em quase todas. Fala-se muito em colocar o humano no centro e eu acredito nisso. Mas boa parte das soluções ainda gira em torno de tecnologia que aprende com o humano, imita o humano, reproduz o humano.
A pergunta que fica é simples e incômoda: como humanizar a inovação se continuamos ensinando as máquinas a serem cada vez mais parecidas com a gente?
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