Tem coisas que a gente analisa, pesquisa, vê que faz sentido e mesmo assim não faz. O carro elétrico era uma dessas pra mim. Eu trabalho com inovação, tecnologia e futuros. Acredito que mudar antes é melhor do que esperar o inevitável.

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Sabia que o custo fazia sentido na teoria. Mas ficava na teoria. Até que decidi parar de analisar e simplesmente comprar. Trinta dias e 3.500 quilômetros de rotina depois, entendo melhor por que a gente demora tanto pra dar esse passo.
A experiência foi melhor do que eu esperava em quase tudo. Economia real no custo mensal. Carregar em casa virou rotina simples. Autonomia suficiente pro uso do dia a dia. Aceleração que surpreende. Conforto que não esperava.
Com painel solar, a lógica muda ainda mais. Tem limitações, especialmente pra quem não pode carregar em casa ou faz muitas viagens longas. Mas o que mais me surpreendeu foi perceber o quanto o medo era maior que o obstáculo real. Meu arrependimento é não ter feito antes.
A gente costuma adiar o novo até que ele vire inevitável. Coloca no papel, vê que faz sentido, e mesmo assim espera. Por receio de mudar de hábito, de confiar numa lógica diferente, de sair do que já conhece.
O carro elétrico já é uma realidade consolidada em boa parte do mundo. Não é mais questão de se vai chegar ao Brasil, mas de quando cada um vai parar de esperar pra ver. Quantas outras coisas você já analisou, viu que fazia sentido e ainda nem cogitou testar?